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MANEIRAS DE ENLOUQUECER UMA MULHER NA CAMA
Parte:
1 |
2 |
3
MARGOT
SAINT-LOUP
Tradução
Luiz Cavalcanti de
M. Guerra
SUMÁRIO
Introdução 7
Como utilizar este liVro 11
Pequena lição de anatomia 15
Como costuma chamá-la? 15
Como funciona? 16
A teoria dos fluidos 17
Aprenda a seduzir 19
Está esquentando...
O prazer e a multiplicação do prazer 23
O cenário ideal 33
A cama 36
Fora da cama 37
Onde e quando? Pequeno gula da anti-rotina
41
As delícias das preliminares 51
Que tal brincar um pouquinho? 54
Acessórios 55
Senhores e escravos 56
Jogos de crianças 57
Igualmente no catálogo... 58
Guloseimas 58
Na água 60
Vestuário e roupa de baixo 62
Massagens 66
Prazeres solitários compartilhados 69
O beijo 70
Da cabeça aos pés 73
A flor da pele 75
Carícias e outras mordidas 81
Coisas de língua 85
Variações 89
Posições 92
Em todas as posições 95
Esse bom velho missionário 98
Em sela! 101
Vamos virar! 103
Tandem 105
Sentado ou de pé? 107
Na estrada de Sodoma 108
Palavras, palavras, palavras... 111
Sobre o orgasmo 113
Depois do amor, ainda e sempre amor 117
O amor sem riscos 121
Conclusão 123
INTRODUÇÃO
óA união com os homens torna as mulheres
felizes. Elas se sa-
ciam de prazer e luxúria, e a alegria que
experimentam cons-
titui toda a sua satisfaçãoó, afirma o
Kama-Sutra.
Se ao menos pudesse ser sempre assim! Mas
ainda estamos
longe disso... Já me aconteceu várias
vezes, na cama com um
homem, lembrar-me nostalgicamente das
caricias que eu mes-
ma me havia proporcionado, sozinha,
concluindo com tristeza
que me tinham causado mais prazer do que o
ato sexual propria-
mente dito.
Não existe nada de sensacional em minhas
palavras, mas,
no que se refere ao sexo há momentos mais
ou menos felizes, o
puro delírio ou a decepção total.
Recordo-me particularmente de um homem.
Ele surgira de
repente, por volta da meia-noite, numa
festa em casa de amigos.
Fiquei deslumbrada quando o vi, até corei e
quase perdi a fala.
Eu não era a única, aliás, a mostrar-me
sensível àquele charme
todo e me achava ainda mais alvoroçada ao
perceber que ele
também se interessava por mim. O modo como
dançava, toman-
do-me em seus braços com uma determinação
gentilmente viril,
não deixava qualquer dúvida: aquele homem
sabia lidar com as
mulheres. Mas...
Algumas danças e taças de champanhe mais
tarde, con-
cordei em acompanhá-lo até o seu
apartamento para um último
7
brinde. Chegando lá, pude ver, apavorada, o
meu príncipe en-
cantado transformar-se num atleta da cama
desprovido de qual-
quer sensibilidade para os rituais do amor.
Em questão de mi-
nutos eu Já estava deitada, enquanto ele se
despia apressada-
mente, mas ainda assim meticuloso o
bastante para dobrar e
arrumar com cuidado as suas roupas sobre
uma cadeira. Depois
do comovente ritual, atirou-se sobre mim,
praticamente arran-
cando-me o vestido, e começou a trabalhar.
Um beijinho à-toa
no pescoço... e aquele eterno vaivém. O
sujeito concentrava-se
nos próprios movimentos como se estivesse
malhando numa
academia. Queria bater algum recorde ou me
impressionar com
uma técnica infalível? A verdade é que
passados seis minutos e
12 segundos ele ejaculou, ofegante e
parecendo saciado. Agra-
deceu-me com uma bicota nos lábios e entrou
imediatamente
no banheiro para uma limpeza de costume...
Aturdida e decep-
cionada, vesti-me com um pouquinho mais de
tempo do que ele
precisou para tirar-me a roupa, peguei
minha bolsa, e já me
encontrava na porta quando o cara
reapareceu, todo lépido e
fagueiro. Surpreso por me ver prestes a
partir, mas suficiente-
mente discreto ou (não é proibido sonhar)
perspicaz para não
fazer perguntas, aceitou minhas despedidas
dizendo que me li-
garia o mais breve possível.
Pensando ainda que o homem podia ser
realmente sedutor e
até certo ponto inteligente, decidi que não
havia problema al-
gum em lhe dar uma segunda e ainda uma
terceira chance. Afi-
nal, errar é humano... Não sei onde estava
com a cabeça! De-
pois da segunda investida, esgotado pelo
desempenho, ele pe-
gou no sono sem sequer acolher-me em seus
braços. E, na ter-
ceira vez, tendo lhe explicado que eu
precisava de um pouco
mais de tempo para atingir o orgasmo, ele
concordou, como um
favor, em prolongar o ato, mas sem me
olhar, muito preocupado
com a eficácia dos movimentos de seus
próprios quadris. Não
pude deixar de admirar sua dedicação,
aquela seriedade per-
feitamente concentrada... enquanto eu mesma
permanecia
alheia ao que estava acontecendo. De
repente deparei-me pen-
8
sando num monte de bobagens que em geral
quase não me preo-
cupam: formulários da Previdência Social
para preencher, uma
ida ao tintureiro para levar as cortinas da
sala... as mesmas cor-
tinas por onde eu teria subido cheia do
fogo da paixão para cair
depois vencida pelo gozo. Mas provavelmente
já estava escrito
que com esse homem tão bonito eu não sairia
nunca do colchão.
Pior para mim... E para ele também.
Essa breve aventura pelo menos me ensinou
uma coisa: um
homem bonito não é necessariamente um bom
amante. A mais
perfeita das técnicas não substitui a
ternura, a atenção para com
o outro, a solicitude, a delicadeza, a
loucura, a imaginação, a
fantasia, a generosidade... O amor, em
suma.
Se esse homem tivesse um conhecimento
adequado do cor-
po feminino, mesmo sem amor ou envolvimento
especial ele te-
ria conseguido me dar algum prazer, mas
certamente suas no-
ções sobre o assunto tinham parado naquilo
que aprendera nos
bancos do primeiro grau.
E claro que as primeiras transas
raramente são as melhores.
Muitas vezes precisa-se de algum tempo para
chegar às alturas.
Os parceiros se procuram, vão se
descobrindo aos poucos, há
toda uma trama de toques, segredos e
carícias. A sexualidade é
uma questão de corpo, coração e espírito.
Depois do primeiro
olhar opera-se toda uma alquimia, onde
ainda entram os senti-
mentos, a atração recíproca, as peles que
se complementam, os
odores que se combinam, a compatibilidade
sexual entre os par-
ceiros.
Conheci homens maravilhosos com quem
óissoó não funcio-
nava de jeito nenhum, apesar de serem
indiscuti vel mente atra-
entes. E outros muito menos estimulantes à
primeira vista que
me levaram a êxtases inesquecíveis.
Trata-se de algo misterio-
so, na verdade uma sutileza a mais que eu
chamaria de saber
amar.
Não é uma coisa tão complicada assim! O
leitor perceber
que não lhe pedimos quase nada. E no
entanto esse quase nada
é praticamente tudo, ou seja, deve aprender
a nos seduzir, sur-
9
preender e sobretudo descobrir
pacientemente como somos pa-
ra chegarmos juntos ao ápice do prazer.
Não precisa duvidar de si mesmo! Estamos
prontas para ad-
mirar o vigor de seus atributos, para ficar
de queixo caído dian-
te de seu desempenho, mas... E nós em tudo
isso? Precisamos
lembrar que não estamos aí como
espectadoras, mas como atri-
zes atuantes, dedicadas e superdesejosas de
participar desse
jogo de que gostamos tanto?
O amor não é a justaposição de dois
prazeres solitários; é a
fusão de dois corpos, de dois corações, de
dois espíritos; um du-
eto mágico em que as vozes se respondem e
combinam para al-
cançar um entendimento perfeito.
Espero que todos aqueles que se
habituaram a cantar sozi-
nhos, e nunca se preocuparam em saber se a
melodia estava nos
agradando, encontrem neste livro a
oportunidade de aperfeiço-
arem a técnica do dueto e do desempenho a
quatro mãos.
Música, maestro!
Margot Saint-Loup
Como utilizar este livro
Preciso ficar repetindo, leitor amigo? Tudo
o que se acha aqui é
dedicado a você. Pode considerar este livro
exclusivamente seu.
Ele foi mesmo escrito em sua intenção...
embora pensando em
suas parceiras! Não veja nisso nenhum
egoismo cego, mas ape-
nas o desejo de levá-lo a descobrir tudo o
que nós mulheres
amamos, todo um mundo de loucuras para onde
gostaríamos de
arrastá-lo.
O prazer que souber nos dar será seu também.
Temos tudo a
ganhar com a reciprocidade amorosa. Você
deixará de nos ver
como "a maior burrice que eu fiz na
minha vida" ou como frígi-
das irrecuperáveis, enquanto nós não o
chamaremos mais de
machão. Nesse aspecto, esta obra deveria
ser declarada e reco-
nhecida como de utilidade pública!
Se quer um conselho, acho que você devia
devorar estas pá-
gi nas. Aposto que vai gostar, que vai
querer repetir e até decorar
certas passagens...
Se for um apreciador da boa mesa, que
sabe combinar com
bom gosto os melhores pratos e os melhores
vinhos, sinta-se à
vontade para folhear livremente,
localizando assuntos oportu-
nos, detendo-se um pouco mais num trecho ou
outro, parando afi-
na] nos capítulos que o intrigam ou excitam
a sua curiosidade.
Mas qualquer que seja a maneira que
escolha para ler, as-
sim que acabar guarde este tesouro num
local a que somente
11
você tenha acesso, para que nenhum
bisbilhoteiro venha a apo-
derar-se dele. Só deve ter o cuidado de não
esquecer o esconde-
rijo, você poderia de uma hora para outra
precisar de alguns
lembretes.
Feche os olhos e imagine uma mulher;
imagine a mulher que
vem ocupando os seus pensamentos ou aquela
que você daria
tudo para encontrar. Solte as amarras das
recordações, concen-
tre-se nas cenas que lhe chegam
espontaneamente ao espírito
quando o objeto dos seus desejos adquire um
rosto.
Chegado o momento do encontro, esqueça
tudo. Não procu-
re seguir ao pé da letra ou de uma única
vez os meus conselhos:
você e sua parceira poderiam ficar
entediados. Não se trata de
mostrar um excelente desempenho ou de bater
um recorde, mas
de fazer amor da maneira mais gratificante
do mundo. A mulher
ao seu lado não está procurando um número
de circo, mas sin-
ceridade. Pouco lhe importa se há
receitas para o sexo; o que
ela quer é sentir um companheiro solidário
e atencioso.
Não tenho outra intenção, leitor amigo,
senão oferecer-lhe
algumas idéias que despertem a sua
criatividade. Não se con-
tente com estes 177 conselhos ainda mesmo
que lhe estejam
prestando um ótimo serviço; tente, ao
contrário, aumentar a lis-
ta para o infinito...
Pergunte a si próprio por que teve
vontade de ler o meu tra-
balho e por que eu mesma senti a
necessidade de escrevê-lo.
No meu caso, a resposta é bem simples:
amoos homens e oJogo
amoroso, adoro a descoberta do outro e a
excitação que isso pro-
voca, fico doida com as paixões que devoram
os sentidos e o
espírito. Nada me entristece tanto quanto
os encontros frustra-
dos, os sonhos desfeitos ou aquele famoso
sétimo céu do orgasmo
se escondendo atrás das nuvens até
desaparecer por completo.
Minha única ambição ao entregar ao leitor este
livro é ajuda-
lo a conhecer realmente uma mulher e
indicar-lhe as mil ma-
neiras de ganhar o seu coração e o seu
corpo.
Depois da leitura - leia quantas vezes
quiser, memorize,
faça anotações, sublinhe as passagens que
mais chamaram a
12
sua atenção -, ponha tudo de lado e
concentre-se na mulher
dos seus sonhos. Ame-a realmente.
Dedique-se a seduzi-la e
conquistá-la todos os dias. Não custa quase
nada: muita ternu-
ra, muito respeito, muita imaginação, muita
fantasia, e princi-
palmente generosidade... Qualidades que bem
lá no fundo sem-
pre estiveram com você e que estas dicas,
assim espero, farão
com que venham à tona.
13
Pequena lição de anatomia
O meu leitor sabe por acaso que a mulher
não se resume a óuns
peitinhos bonitosó e óuma bundinha
bem-feitaó, como já o ou-
vimos tanto dizer?
E claro que a nossa bunda e os nossos
peitos merecem toda
a sua atenção, e na verdade não precisamos
de muito esforço
para saber (,,orno e por que essas partes
de nosso corpo tornam-
se tão frequentemente o objeto das suas
obsessões... é até muito
lisonjeiro para a gente, mas não basta.
Peitinhos em forma de
maçã ou de pêra é só uma questão de
cuidados. E as bundinhas
escondem todo um mistério que você deveria
conhecer melhor
para nos dar mais satisfação.
Se o amigo for um craque em anatomia,
pode pular estas
poucas linhas. Mas está
bem certo de que domina o assunto?
Como costuma chama-la?
A mulher é um ser sexuado. E a esse sexo
tão cobiçado e fanta-
siado, tão desejado e levado às alturas,
já se deu um bocado de
nomes. Dos mais poéticos aos mais vulgares.
As crianças aprendem a cham -lo de
baratinha, pombinha,
dondoca, e até perereca, apelido que talvez
esteja na origem do
mais popular xereca. Vai se entender!
Não me admiraria se os vegetarianos ou os
ecologistas vis-
sem em nosso órgão sexual uma romã ou um
figo partido. Os
amantes de frutos do mar pensariam com
certeza num mexilhão
entreaberto, enquanto os poetas e os
sinólogos encheriam a boca
para elogiá-lo com expressões rebuscadas
como porta de jade,
estoj*o de Jóias ou gruta de coral. Os
indecisos e os ecléticos cos-
tumam variar entre rego, xoxota, babaca
ele.; os cientistas, en-
tre vulva e vagina; e os mais diretos,
finalmente, contentam-se
com o uso generalíssimo de boceta. Boceta
apenas. Pode pare-
cer vulgar; mas é um termo adequado e
muitas vezes excitante.
Se nada disso lhe agradar, você tem todo
o direito de esco-
lher um apelido para o sexo da pessoa
amada. Ele se tornará
uma espécie de senha, algo totalmente
inacessível às pessoas
do seu círculo de amizades. Elas nunca
saberão com certeza o
que você poderá estar dizendo ao comentar
com a mulher ou a
namorada: "Estou doido para ver a
Julinha esta noite, sinto tan-
ta falta dela." No máximo pedirão a
voces que, na primeira opor-
tunidade, lhes apresentem essa misteriosa
Julinha!
Como funciona?
É muito bonito dar um nome ao nosso sexo,
mas não é o bas-
tante. Se você continuar considerando-o um
mero buraco escon-
dido por pêlos, não iremos muito longe.
A primeira coisa em que deve reparar é o
nosso monte de
Vênus (uma proeminência no púbis feminino),
a parte inferior
do ventre que se cobre de pêlos a partir da
puberdade, forman-
do uma moitinha cuja densidade varia de
mulher para mulher.
Sob os pêlos abrem-se dois grandes lábios
(labia majora)
que se sobressaem um pouco do conjunto.
Eles protegem e ocul-
tam os pequenos lábios (labia minora), de
textura mais fina e
mais sensível, que intumesce quando
excitado.
Os grandes e os pequenos lábios limitam
um espaço trian-
gular denominado óIntróitoó, no alto do
qual eles se encontram
16
IPNP-
para formar o prepúcio do clitóris, que por
sua vez cobre a
glande. Principal zona erógena, o clitóris
é extremamente sensí-
vel; carícias prolongadas nesse ponto podem
às vezes tornarem-
se dolorosas, mas são uma fonte inesgot vel
de prazer!
Descendo mais um pouco encontrar
o canal urinário e o
orifício da vagina, mais estreitado na mulher
virgem pelo hímen.
A vagina liga-se diretamente com o útero,
mas antes de alcançá-
lo (?!) você está
autorizado a procurar, pacientemente, o
famoso
ponto G, descoberto por um tal de
Graferiberg. Mito ou realida-
de, o ponto G não seria mais que uma
protuberância arredonda-
da formada pelos vasos sanguíneos da parede
vaginal, intumes-
cidos em decorrência da excitação. Para
encontr -lo, você pode
usar a piroca ou os dedos... mas não
transforme isso em idéia
fixa. Nós mulheres sobrevivemos e gozamos
bastante durante
anos sem sequer desconfiar da existência
desse ponto G. De
qualquer modo, há
quem garanta que ele torna a excitação dez
vezes mais intensa, enquanto outros afirmam
que ele precipita o
orgasmo. Cada qual na sua!
Se continuar descendo, chegar
ao ânus. Complicações à
vista. O pintor espanhol Salvador Dalí
jurava que tinha conse-
guido contar 36 ou 37 pequenos sulcos em
volta do ânus, mas
isso não resolve o nosso problema, que pode
inclusive tornar-se
também o seu. Se ele às vezes é considerado
um orifício sexual
natural, capaz de propiciar um prazer sem
limites, por outro
lado continua sendo um tabu absoluto para
um grande número
de mulheres. Você precisara de muita
paciência e carinho para
convencê-las da naturalidade que existe
nessa busca de novos
prazeres.
A teoria dos fluidos
Esta lição ficaria incompleta sem alguns
coment rios sobre
os fluidos. Espero não estar dizendo
nenhuma novidade ao lei-
tor, mas nós mulheres óficamos molhadasó.
E, a menos que es-
tej . a com uni problema de ressecamento
vaginal, que natural~
mente necessitaria de cuidados médicos, se
uma mulher não fi-
car molhada, é que você não se saiu bem no
desempenho de suas
tarefas ou, ainda pior, não lhe causou
nenhum prazer especial.
Os fluidos femininos são em número de
três. O primeiro,
chamado ciprina, aparece muito rápido com o
desejo e a excita-
ção. Sua função é lubrificar a vagina. Você
pode verificar facil-
mente a sua presença introduzindo o dedo ou
os dedos na vagi-
na ou passando a mão nas calcinhas da
parceira. A umidade não
deixará
qualquer dúvida sobre o prazer que ela está
sentindo.
O segundo fluido surge no momento do
orgasmo. Ele pode
ser mais abundante e prova em todo caso que
a sua parceira
realmente gozou, principalmente se você
tiver dúvidas quanto
aos nossos dons de simulação.
O terceiro e último desses fluidos
embriagadores pode lite-
ralmente jorrar do ponto G. Mas o fenómeno
é raro. Abundante,
entretanto, em algumas mulheres, ele é
comparável à ejaculação
masculina. As teorias a esse respeito têm
se multiplicado, mas
ainda não se sabe de onde ele vem, como é
constituído e onde
fica estocado.
Que os pretensiosos deixem portanto de
bancar os superio-
res e os tímidos parem de pensar que não se
acham à altura,
porque esse fluido não depende do ardor nem
das proezas de
ninguém. Ele simplesmente acontece. E o
leitor pode ficar tran-
quilo que assim que eu souber mais sobre o
assunto não deixa-
rei de lhe contar!
18
Aprenda a seduzir
Com raríssimas exceções - ausência absoluta
de talentos, m
vontade evidente e sistemática ou grosseria
incurável -, todos
os homens, meu amigo, são capazes de
propiciar às mulheres
um êxtase inesquecível.
Você não precisa se revelar um garanhão
nem um desses
apolos de academia para nos levar à
loucura. Pode ser baixo,
alto, magro, gordo (mas, por favor, sem
exagero), peludo, barbu-
do, imberbe, bígodudo, careca, louro ou
moreno, de olhos azuis
ou pretos, com óculos ou sem óculos. Pouco
importa! A única
coisa que nos interessa é cair sob o
domínio do seu encanto, que
pode não ser percebido à primeira vista,
mas que sempre exis-
tiu com você.
Aprenda a gostar de si mesmo: pode
apostar que você está
muito bem assim. Não dê a menor bola, por
exemplo, ao tama-
nho do pênis; o importante é a maneira de
usá-lo. Meu pai, que
era um homem experiente, costumava dizer:
"Mais vale um pin-
tinho buliçoso que um galo
preguiçoso." Se tiver esse tipo de
preocupação, passe o dia repetindo o
provérbio, que funciona...
Lembra-se do método Coué* ?... Pois vá em
frente e depois me
conte.
Érnile Coué (1857-1926), psicoterapeuta
francês, criou um método de terapia por auto-
sugestão. (N.F.)
19
De qualquer forma, mesmo que o leitor
já esteja convencido
de
suas qualidades pessoais, não pode deixar de seguir algumas
regras básicas que decorrem principalmente
da experiência de
vida.
Se você ainda está
sozinho e deseja seduzir uma mulher,
ponha em ação o instinto e a perspicácia.
Confie em seu desejo,
mas saiba discipliná-lo. Tudo é uma questão
de controle! Não
se deixe levar pelas aparências. Uma mulher
reservada, meio
distante, pode muito bem estar escondendo
um temperamento
vulcânico, enquanto uma outra,
aparentemente fogosa, acaba se
revelando uma amante tímida na cama. Evite
juízos precipita-
dos, sem jamais perder de vista que ambas
têm em comum a
necessidade de se sentirem desejáveis e
desejadas.
Não se atire à presa ao primeiro olhar
significativo e mali-
cioso que ela lhe dirija. Tenha calma...
Saiba prolongar esses
momentos mágicos em que uma atração
nascente faz acreditar
em todas as possibilidades. Deixe que ela
perceba o seu inte-
resse, saiba provocar um sorriso, consiga
com naturalidade que
ela comece a falar de si mesma, de sua
vida, de seus gostos.
Diga algumas coisas a seu próprio
respeito, mas cuidado...
está
sentindo que pode fazer-lhe confidências? Tudo bem, mas
não abuse. É uma bobagem, por exemplo, mencionar
aventuras
passadas, pois ela o tomaria por um
fanfarrão ou um gaiato.
Na verdade, essas primeiras abordagens
necessitam de pa-
ciência, muita habilidade e um mínimo de
estratégia.. Mostre
uma pontinha dos seus encantos só para aguçar-lhe
a curiosida-
de... nada de abrir todas as cartas na
mesa, no primeiro encon-
tro. Você não deve parecer carente nem
apressado, mas apenas
um homem que está
se encantando, pressentindo ali aquela
mulher excepcional merecedora de todas as
suas atenções.
Surpreenda-a, deixe-a intrigada,
desperte-lhe a vontade de
saber mais sobre você. Mas, se por qualquer
motivo tiver que
acompanhá-la até em casa sem outra intenção
que a de mostrar-
se gentil, o que já
será
um ponto a seu favor, não insinue absolu-
tamente nada que a faça deplorar mais tarde
o fato de você não
20
ter entrado. Cuidado! O importante é
deixá-la suficientemente
seduzida para que ela durma e acorde no
outro dia sentindo um
calafrio na espinha, pensando em você, no
contato de sua mão
sobre a dela, na maneira particular com que
lhe roçou as costas
e os ombros... É então que o espírito se
aventura por esse mundo
com um sem-fim de possibilidades,
imaginando o que tais carí-
cias não teriam provocado em sua pele nua.
Nesse momento, meu amigo, ela está
quase enfeitiçada. Não
estrague tudo... por excesso de ardor!
Se você já
vive com uma parceira, e praticamente certo
que
lhe agradou o bastante para que ela tivesse
concordado em ten-
tar uma vida a dois, compartilhando toda a
intimidade de um
lar. Razão maior para que você não se deite
sobre os próprios
louros. Um belo dia poderíam amanhecer
murchos, quase se-
cos, leves como a palha, até ser-em
carregados pelo vento, fi-
cando você sozinho e entregue ao desespero
de adivinhar por
que ela o trocou por outro.
Portanto, esteja atento! Você pode ser
sensual até usando
pijama... desde que seja realmente um
pijama, não aquele lar-
rapo de todas as noites, azul quando era
novo, mas hoje de uma
cor imprecisa e cheio de manchas de café
com leite.
Jogue no lixo esses chinelos velhos,
perca esse há bito de
vestir o mesmo short ensebado ao chegar do
trabalho, tome um
banho, penteie esse cabelo. Renuncie aos
fins de semana moro-
sos, sem se barbear, sem vestir uma roupa
limpa, arriado numa
poltrona diante (Ia telinha, com farelos de
batatas fritas espalha-
dos pela camisa e pelo chão... Se você não
se cuida, como pode
cuidar da parceira? Sem um mínimo de
esforço de sua parte, ela
não terá condições de acreditar que você
ainda a deseja. E, se a
dúvida for minto grande, logo estará
procurando novidades fora
de casa. Se quer mesmo mantê~la sob o mesmo
teto, preste prin-
cipalmente atenção a você. Não vai dizer
depois que não avisei
21
está
esquentando.
O Prazer e a
multiplicação
do prazer
No começo era o desejo... Mas agora é
preciso cuidar dele,
prolongá-lo e estimulá-lo. E para isso
há toda uma para-
fernália de gestos, olhares, atitudes e
palavras. Todos os nossos
sentidos, se é que o meu leitor já
não está
careca de saber, são
ativados pelo cérebro; ora, o desejo é um
problema de
hormónios, secretados por glândulas também
estimuladas pelo
cérebro. Logo, o amor e o desejo são
fenómenos inseparáveis do
corpo, das emoções e, naturalmente, do
espírito.
É necessário portanto instigar nossos
neurónios, brincar
com os nervos, cutucar (mas suavemente) a
memória... Assim
encorajada, nossa imaginação já
galopante disparar
de vez,
sempre nos incitando à procura de um homem
de verdade -
que pode ser você -, ébrias de desejo e
vontade, suplicando-
lhe uma realidade tão bela e delirante
quanto costumam ser os
nossos sonhos e as nossas recordações.
Para nos atrair, nos excitar, nos deixar
à beira da loucura,
provocando mesmo a distância esse friozinho
característico no
estômago, esse calor entre as pernas, essa
umidade nas calci-
nhas, esse formigamento na altura da veia
cava inferior, às
vezes não é preciso quase nada... Mas cabe
a você dar prova
de imaginação e astúcia para nos conquistar
em cada momen-
to, manter viva a nossa excitação e
sobretudo nos conservar
nesse venturoso estado entre o gozo e a
permanente expectati-
va do gozo, o que faz de você o homem de
todos os nossos pen-
samentos e de todas as nossas fantasias.
25
1. Nada é mais convincente do que o olhar.
Ah! esses olhos
plantados nos nossos, penetrantes,
insistentes, querendo nos ver
coradas e confusas, buscando o que se
oculta no âmago de nos-
sa alma... ou debaixo de nossa roupa. Meu
amigo, você nunca
nos olhará o bastante. Nunca nos fará
sentir suficientemente o
quanto nos acha belas, gostosas, tesudas.
Apesar disso, deve
evitar, principalmente na primeira vez,
piscadelas assíduas ou
sacarias. Guarde essas coisas para depois,
para quando já hou-
ver uma certa cumplicidade entre você e o
alvo das suas aten-
ções. Do contr rio, toda essa aura de
fatalidade que você acre-
dita existir em seu olhar poder
ser interpretada como falta de
tato, vulgaridade e desagrado.
Não banque o hipnotizador Quando quiser,
pode certamen-
te desviar-se dos nossos olhos faiscantes e
concentrar-se em
nossos lábios. Pode descer mais um pouco
até o decote, admi-
rando-o com toda aquela cobiça que convém
em ocasiões como
essa. E chegar finalmente às pernas, que se
cruzam e descruzam
provocando um frémito quase imperceptível
nas meias, deixan-
do entrever ou imaginar aquilo que
escondemos entre elas.
Durante toda essa fase de observação,
nada o proíbe de en-
treabrir os lábios, passar discretamente a
língua sobre eles, mas
de um modo furtivo, como se estivesse
tomando fólego, em bus-
ca do oxigênio que com certeza já
está
lhe faltando. E claro que
um olhar cheio de intenções terá mais
eficácia sobre nós se for
lançado no meio de uma conversa entre
vários amigos, da qual
você participa do modo mais descontraído
possível.
2. Não se limite a essa sedução dos olhos.
Lembre-se que as
palavras possuem uma força terrível. Mesmo
as mais diretas e
mais cruas. Murmuradas ao nosso ouvido
atento, elas têm um
efeito euforizante e abrasador,
principalmente se pronunciadas
quando menos se esperam. Imagine-se num
jantar em casa de
amigos, por exemplo. Você se acha à mesa e
estende o braço
para alcançar o pratinho de amendoins. No
gesto, roça casual-
26
mente os seios de sua parceira, ocasião em
que deve sussurrar-
lhe imediatamente: 'JÁ
não aguento mais de tesão, estou de pau
duro. Vamos sair daqui." Isso vai deix
-la doidinha.
3. Frases desse tipo podem ser ditas ao
telefone, que, como
você sabe, é um objeto altamente erótico.
Ligue para o trabalho
dela, insista para que a chamem mesmo que
se encontre numa
reunião, diga que é urgente e que você não
teria condições de
ligar mais tarde. Quando ela responder do
outro lado, com a voz
trêmula de quem espera a notícia de uma
inundação ou de uma
desgraça na família, mencione-lhe
simplesmente que você não
aguenta mais, não consegue tirar da cabeça
o último encontro
que tiveram, os gemidos dela na cama, e
está pensando em coi-
sas mais loucas ainda para fazê-la gritar,
uivar de prazer, subir
pelas paredes... Procure convencê-la de que
você nem mesmo é
capaz de esperar o final do expediente.
Duvido muito que ela
fique aborrecida com esse lance inesperado
e tão saud vel.
Se ainda não vivem sob o mesmo teto,
ligue tarde da noite.
Dê a entender que já
se acha deitado, os pensamentos inteira-
mente voltados para a pessoa dela.
Recorde-lhe tudo o que já
fizeram juntos e fale do que ainda poderiam
fazer.. Se for uma
mulher bem-humorada, você poder
até dar detalhes do que
está
imaginando para o próximo encontro. É de uma emoçao
arrebatadora!
4. Saiba transar com uma secret ria
eletrónica. Todas as men-
sagens são perinitidas. Uma vez um namorado
meu utilizou num
único dia toda a minha fita de gravação só
para registrar os seus
suspiros de amor. Nem uma palavra. Apenas a
respiração dele,
que eu chegava a sentir em minha pele. Até
hoje lamento ter
apagado essa mensagem.
Faça a mesma coisa, mas, além dos
suspiros, que tal gra-
var uma transa entre os dois e deixar
registrada na secret ria
eletrónica dela essa nova versão de Gritos
e sussurros? Ela tal-
vez tenha um gesto de acanhamento ao
ouvir-se no auge da
entrega, mas ser
de grande excitação reviver num outro dia
esse momento!
De acordo com o seu temperamento ou o seu
estado de espí-
rito, nada o impede de mostrar-se atrevido
e até mesmo obsce-
no. Depois de um dia estafante, um
bate-boca com o patrão, um
almoço de negócios intermin vel, a
assinatura de um contrato
adiada e uma corrida insana contra o
relógio, ela apreciar essa
mudança radical de comportamento, essa
oportunidade capaz
de apagar as lembranças estressantes
daquele dia.
5. Enquanto aguarda a ocasião de lev -la
para a cama (ou para
qualquer outro lugar), deixe algumas
palavras no papel. Man-
de-lhe uma carta declarando toda a sua
chama amorosa, todo o
seu ardente desejo. Um pouco de romantismo
não faz mal a nin-
guém, mas cuidado para não cair na
pieguice... nem cometer
aqueles erros de ortografia imperdo veis.
Claro, você pode se
dirigir a ela com toda a franqueza habitual,
mas escolhendo o
vocabul rio. Inclua no envelope, por
exemplo, um desenho su-
gestivo, uma foto ou um anúncio malicioso
recortado de uma
revista. Se puder, contrate um garoto de
entregas para prestar-
lhe esse serviço. Revela classe!
6. Não pare nas cartas. Ela merece muito
mais. Ainda não ti-
nha pensado em flores? São quase uma
obrigação, desde que
você conheça um mínimo de sua linguagem.
Rosas vermelhas
indicam uma paixão ardente e devoradora;
cravos, nunca - di-
zem que dão m
sorte. junte à encomenda um cartão de visita,
procure encontrar as palavras certas para
insinuar que a cor das
flores e a suavidade das pétalas evocam
para você os lábios dela.
E dê a entender que, quando estiverem
juntos, você descobrir
uma maneira surpreendente e inédita de usar
as flores enviadas.
7. Não deixe de pensar em presentes mais
sugestivos. Peças
íntimas, por exemplo, dentro de um embrulho
bem-feito, com
28
papel de qualidade e um laço elegante. Quer
algumas dicas ar-
rasadoras? Uma camisola de rendas
vermelhas, calcinhas de
seda, ligas de couro, tudo i . maginado
para ela, como você não
deixar
de enaltecer, e que lhe realçarão tão bem a curva dos
quadris, o arredondado da bunda, o contorno
dos seios. Mostre
um pouco de autoridade, exigindo que
naquela noite mesma ela
o receba vestida nesses trajes.
8. Quando enfim a mulher dos seus sonhos
estiver usando es-
sas
roupas de baixo, não perca a oportunidade de fotograf -la
nas mais diversas posições. Sensual e
decidida a tudo na cama,
diante do espelho, dirigindo-se ao
banheiro, ou ainda fazendo
as coisas mais comuns dentro de uma casa:
ao telefone, levando
um copo aos lábios, abaixando-se para pegar
alguma coisa do
chão... Tirar fotos possui uma extraordin
ria força erótica.
Aquela concentração atr s da m quina, o
suspense que antece-
de o clique e o próprio clique vão deixar
sua parceira no auge
da excitação. Depois, a foto enfim
revelada, sempre a mão, re-
cordando-lhe que fazer amor com você é uma
coisa excepcional
e gratificante.
Você também pode deixar-se fotografar. Ou
surpreendê-la,
enviando-lhe uma foto sua não muito antiga
onde ela não tenha
dificuldade em reconhecê-lo: em calções de
banho, bronzeado,
deitado sobre a areia quente, os dedos dos
pés lambidos pelas
ondas do mar que vêm morrer na praia.
Funciona, meu amigo, e
ainda mais se rabiscar nas costas da
fotografia estas palavras:
óAs carícias do mar não são nada comparadas
à sensação da sua
pele contra a minhaó ou qualquer outro
texto galante que lhe
venha à cabeça. Com uma pitada de poesia,
se possível.
9. Conte-lhe os seus sonhos. Mas, em vez de
entrar em deta-
lhes, diga-lhe que a imagem dela o
acompanhou durante toda
a noite e que foi ainda ela quem conseguiu
tir -lo do doce
torpor dos braços de Morfeu. Acrescente que
acordou de pau
29
duro, unia ereção quase dolorosa pela
impossibilidade de ser
satisfeita.
10. Não tenha medo de falar sobre as suas
fantasias, ainda as
mais loucas e inconfess veis. Diga-lhe, se
for o caso, que gosta-
ria de vê-la trepando com outro homem na
sua frente, de
surpreendê-la cheia de tesão nos braços de
uma mulher ou no
meio de um grupo frenético e devasso... Sua
companheira não
tardar
a lhe contar as dela. Você não é obrigado a ópassar ao
atoó, como dizem os psicanalistas, mas tais
fantasias comparti-
lhadas serão a marca de uma cumplicidade
cada vez maior, pois
conferirão naturalidade aos comportamentos
mais imaginativos.
11. Proponha-lhe um jogo. Peça-lhe que se
sente sozinha no
terraço de um café... Você ficar
numa mesa mais afastada, ob-
servando, avaliando-lhe o poder de atração
e de sedução. Gos-
tar
de perceber que os outros a desejam, mas que ela é sua e
que só você tem a felicidade de usufruir
dos seus encantos.
12. Não despreze os estímulos visuais.
Comece pelas publica-
ções menos picantes, que a excitarão sem
transtorn -la e sobre-
tudo sem que fique com a impressão de que
você é um tarado
incorrigível. Mostre-lhe inicialmente fotos
de mulheres em tra-
jes insinuantes, com roupas de baixo
delicadas e sugestivas.
Depois pode passar a imagens mais ousadas,
escolhidas de pro-
pósito para revelar suas próprias fantasias
e colocar os dois na
posição do voyeur.* Se notar resistência da
parte dela, não in-
sista.
30
13. Se ela for mais sensível e mais
receptiva à arte e à cultura,
aproveite essa paixão pelos belos temas
para mostrar-se um
amador esclarecido, um apreciador do
verdadeiro erotismo, que
inclusive vê com maus olhos as publicações
meramente pornó.
Apresente-lhe reproduções de bons pintores
e escultores.
Rubens, Monet, Picasso, Rodin ou Camille
Claudel, para ficar
apenas nestes, ou ainda as fotos de Helmut
Newton, grande co-
nhecedor das curvas e dos recantos
femininos. Isso não o dis-
pensa das famosas gravuras japonesas, mas
às vezes é até mais
original e mais bonito, além de permitir
comparações e associa-
ções de idéias. A curva deste seio (aponte
para a foto) acaba de
lembrar-lhe aquele belo pescoço ali ao seu
lado palpitando sob
as suas carícias; e estas coxas descruzadas
aqui (continue apon-
tando) estão lhe sugerindo um certo punhado
de pêlos no qual
você gostaria de perder-se.
Não se limite às representações de mulheres.
Esculturas de
Apolo ou, já
num outro gênero, as fotografias de algum
mito se-
xual, com membros viris escapando de uma
braguilha entrea-
berta, causarão um certo efeito. Ainda mais
se guiar a mão dela
sobre o papel da foto, exatamente como se
ela o estivesse tocan-
do com seus dedos leves e há beis. Você
pode ainda incit -la a
acariciar as fotos e observar a reação...
14. Não tenho nada contra os filmes pornó,
mas às vezes eles
provocam um efeito contr rio daquilo que se
deseja. É possível
encontrar no circuito meramente comercial
multa coisa estimu-
lante, algo na linha do primeiro Nove
semanas e meia de amor
ou mesmo Lua defel, onde não há
propriamente apelação.
Se tiver uma filmadora, pode filmar a
relação de vocês dois,
mas não caia na bobagem da autocrítica. Nem
os comunistas
fazem mais isso.
31
O cenario
ideal
Curiosas como somos, morremos de vontade de
conhecer o
seu apartamento. Ele é o retrato da sua personalidade,
do
seu modo de vida, paixões e passatempos. É
inútil portanto
mudar tudo de lugar ou fazer uma arrumação
apenas convencio-
nal antes de nossa visita, pois ficaríamos
muito decepcionadas
se não encontr ssemos ali a marca do homem
que nos agradou
tanto.
Não se improvisa um ninho de amor. Para
que a entrega
mútua seja uma festa de todos os sentidos,
é necess rio um mí-
nimo de preparação. Seremos tanto mais
calorosas e reconheci-
das quanto mais nos inteirarmos das
delicadas atenções em nos-
sa homenagem. Claro que repararemos nisso
ainda que você
faça tudo para torn -las as mais discretas
possíveis.
Não há
dúvida que bolar um pequeno ninho amoroso e pre-
parar surpresas é mais f cil quando você
ainda não vive com a
mulher dos seus sonhos. Mas alguns dias,
algumas semanas ou
mesmo alguns anos de coabitação não lhe dão
o direito de dei-
xar as meias sujas sob o travesseiro. Ao
contr rio, seja vigilante
e aprenda a fazer uma boa arrumação para
surpreender de modo
positivo, o que e sempre a melhor maneira
de seduzir.
A cama
Como veremos adiante, existem outros
lugares possíveis e até
mais desej veis, mas a cama continua sendo
o local privilegia-
do dos prazeres amorosos. Daí o cuidado
específico que esse
móvel merece.
15. A cama deve ser grande, com um colchão
firme, a fim de
que nenhum dos dois fique com uma perna no
chão ou sinta a
nuca machucada a um aperto mais fogoso.
Evite o colchão de mola, que marca com
excessiva constân-
cia a progressão do desejo e do prazer.
Esse rangido ritmado
acaba nos distraindo. Isso se não sentirmos
vontade de fugir
imediatamente desse quarto que mais parece
o consultório do
dentista com a sua cadeira giratória.
16. Os lençóis têm de estar limpos, sem
qualquer vestígio de
suas proezas anteriores com outras
conquistas. Pode até ganhar
pontos, dizendo à parceira que desde a
última vez você não to-
cou ria cama justamente para conservar as
impressões, o cheiro
e as sensações que ela deixara ali.
Não hesite em usar algodão para as roupas
de cama, um te-
cido adequado em qualquer época. Se quiser
tentar uma fanta-
sia, utilize o cetim - mas antes procure cerlificar-se
de que
sua namorada não se incomoda com o tecido
que já foi o apa-
n gio das meretrizes de luxo... e das casas
de prostituição.
17. Se é a primeira vez que está
recebendo a namorada em
casa, é claro que você foi a última pessoa
a fazer a sua propria
cama. Que tal bancar o boêmio solit rio, a
colcha dobrada só de
um lado, dando assim a impressão de que
dormiu sozinho, sem
ninguem para aquecê-lo? Lembre-se de que
ela está doida para
36
pertencer a você, am -lo, enchê-lo de
carinhos, fazê-lo esque-
cer a solidão e, principalmente, as suas
aventuras anteriores.
18. É uma boa idéia perfumar os lençóis com
um pouquinho
da sua
gua-de-colónia ou com algumas gotas de extratos óna-
turaisó, como o almíscar, o âmbar ou o
sândalo. Um prazer para
o olfato, uma coisa realmente excitante.
O perfume de mulher (qualquer outro que
não seja aquele
que sua companheira desta noite está
usando) ou o cheiro de
loção de barbear devem ser evitados. O
primeiro pode irritar a
'à
i
garota e encorai -la a dar no pé; 'à pelo
segundo você corre o
risco de ser confundido com um outro... mas
quem realmente?
19. Tenha ou não o há bito de dormir sozinho,
não esqueça de
adquirir v rios travesseiros e dos mais
macios. Sua parceira se
emaranhar
neles, lasciva, sem se fazer de rogada; e, de acordo
com o estado de humor reinante no momento,
de acordo com as
vontades e as necessidades, poderão brincar
bastante com eles.
Coloc -los, por exemplo, sob a nuca,
embaixo da bunda, sob os
pés... Preciso lembrar que sob hipótese
alguma você deve se
servir dos travesseiros para sufocar a
menina? Quando muito,
ela poder
mordê-los para abafar os próprios gritos se, num indí-
cio de consciência, tiver medo de acordar
os vizinhos. Quem sabe
o que podem pensar numa época de tanta
violência sexual?
Fora da cama
Em vez de atirar-se sobre a mulher dos seus
sonhos assim que
ela chegar e lev -la para a cama sem mesmo
dar-lhe tempo de
tomar fólego, cuide para que o apartamento
e o quarto estejam
em condições de abrigar essa incompar vel
festa dos sentidos
que você planejou, cada cómodo
constituindo uma etapa no ca-
minho do êxtase.
20. A luz, por exemplo. Nada de lâmpadas
fortes. Prefira a ilu-
minação indireta e suave. As mulheres
tímidas, que em geral
não confiam muito em seus próprios dotes
físicos, imaginam que
com isso os defeitos ficam dissimulados,
enquanto a audaciosa
ter
ainda condições de ver tudo e de se sentir inteiramente
contemplada.
As velas produzem um ótimo efeito.
Perfumadas ou não, a
chama vacilante ao menor sopro do vento
d aos corpos que se
procuram e abraçam reflexos misteriosos
e embriagadores.
E onde anda a sua imaginação que ainda
não lembrou do
que poderia fazer com uma vela comprida,
lisa ou em espirais,
mas apagada?
21. Algumas casas de campo ou de regiões
serranas possuem
lareiras. Não há
nada mais charmoso e excitante do que um fogo
crepitando ao nosso lado e aquele
estalido quase ritmado das
brasas. O fogo aquece, fascina, exalta
as paixões... E uma pena
que tão pouca gente possa desfrutar de
um prazer caro como esse.
Se você, entretanto, pertence ao número
dos privilegiados,
não tem o direito de esnobar essa
oportunidade. Não v esque-
cer de se proteger contra as faíscas;
não seria nada engraçado
se uma brasa mais entusiasmada acabasse
nos transformando
numa Joana d'Arc dos tempos modernos.
22. O apartamento deve estar arrumado,
mas sem exagero.
Queremos ver em você um cara cuidadoso,
não um maníaco. Dê
uma atenção toda especial ao banheiro e,
se for o caso, livre-se
ou esconda todos os objetos que possam
denunciar a visita re-
cente de outra mulher.
Não caia na besteira de reformar o
apartamento de acordo
com os conselhos das revistas de
decoração, que parecem dar
38
tantas idéias caretas aos solteiros. Uma
. desordenzinha bem
transada enlouquece qualquer parceira.
Principalmente se você
espalhar por ali uma literatura
sugestiva. Não precisa adquirir
as obras completas do marquês de Sade,
mas uma boa antologia
de escritos eróticos pode dar ocasião a
uma discussão mais
aprofundada sobre o assunto ou até a
exercícios pr ticos.
23. Cuidado com os odores. Nada é mais
desestimulante que
um quarto-e-sala cheirando a
detergente... ou a meias sujas. Exis-
tem perfumes para cada atmosfera. Algumas
gotas sobre uma lâm-
,râncias bem agrad veis que duram
horas.
pada espalham frag
exagero de transformar o quarto na
galeria dos espelhos do pa-
lá cio de Versalhes, mas procure coloc
-los ao pé da cama, nos
lados e até mesmo, havendo condições, no
teto. Uma mulher
sensível adorar
dividir com você esse espet culo excitante
que
ambos podem se proporcionar.
No banheiro então, nem se fala! Tanto
acima do lavatório,
naturalmente, quanto numa das paredes
onde os dois poderão
se contemplar dos pés à cabeça.
25. E a música, hein'~... Tem que ser
alguma coisa que agrade
a ambos e num volume que não abafe a
mais doce das melodias
- os seus próprios gemidos e sussurros.
Quer dizer, fundo musj_
cal, só isso. E se houver na casa um bom
aparelho de CD, progra-
me logo v rios discos para não se
desconcentrar na hora do amor.
De qualquer modo, uma interrupção na
música nunca sera
um estorvo num momento de entrega total.
O que realmente
queremos é que você nos faça felizes.
26. Por outro lado, sei a previdente e
tenha sempre a mão tudo
aquilo de que pode precisar: camisinhas,
víbradores elétricos,
garrafa d' gua, gulodices, óleos...
todos os acessórios de que
3 9
voltaremos a falar e que se revelam
preciosos quando a paixão
toma conta da gente e autoriza (quase)
todos os excessos, ainda
os mais imaginativos.
27. Algumas gulodices merecem umas
palavrinhas a mais. Fru-
tas exóticas que você far
sua parceira lamber e morder, gengibre
cristalizado - um delicioso afrodisíaco
-, chocolates etc. Um
vinho de boa qualidade, uma garrafa das
grandes de champanhe
ou algum licor que ela aprecie e até
mesmo uma tisana... Tudo o
que puder lhe dar
gua na boca, fogo nas faces e o diabo no
corpo!
Não se esqueça de abastecer
convenientemente a geladei-
ra: tenha sempre ingredientes para
preparar uma refeição de-
pois do amor, que, afinal, continua
sendo uma espécie de amor.
Algumas mulheres não resistem a emoções
desse tipo.
28. Algumas flores viriam bem a calhar.
Além do perfume, a
flor é agrad vel aos olhos... e ao tato!
Preciso mostrar o que pode
ser feito com uma pétala de rosa ou um
botão de margarida? A
flor se transforma ao sabor da sua
fantasia e inspiração em aces-
sório erótico e poético!
29. A fim de que nada perturbe o seu
doce combate amoroso,
procure desligar a secret ria eletrónica, o
telefone, o interfone e
a campainha da porta. Seria de péssimo
gosto abandonar os bra-
ços da mulher amada a qualquer sinal
repentino de um desses
aparelhos. De mais a mais, um telefonema
às onze da noite pode
ser algo altamente suspeito.
Dificilmente conseguir convencê-
Ia que foi o seu patrão quem ligou...
Mas, se você está
realmente esperando uma ligaçao urgen-
te, responda. Fique entretanto junto de
sua parceira. Enquanto
conversa ao telefone. continue
acariciando-a, brincando com os
seus cabelos, pegando em seu queixo...
Nesses momentos privi-
legiados, você deve deixar-lhe claro que
riada conseguiria dis-
traí-lo de sua companhia insubstituível.
40
Onde e
quando?
Pequeno guia
da anti-rotina
acqui, você já
tem à sua disposição os trunfos necess rios
para causar uma ótima impressão. Mas não
acredite que tudo
esteja ganho! Cuide para que o seu lar,
embora encantador, não
se torne uma gaiola de ouro. É preciso
que essa companheira
fogosa não se transforme numa
prisioneira entediada, sufocan-
do discretamente os bocejos, o olhar
voltado para uma janela
por onde desejaria escapar.
Em matéria de erotismo, não há
pior inimigo que a rotina.
Quando ainda não se mora com alguém é
mais f cil super -la.
Mas mesmo para os casais bem
estabelecidos não existe ne-
nhum decreto obrigando a que se faça óIssoó
sob as cobertas e à
noite, depois do telejornal das onze. Um
pouco de imaginação,
que diabo!
HÁ
outros lugares e outros momentos para excitar nossa hb,_
do. Qualquer mudança inesperada,
insólita, surpreendente na
decoração do lar revela-se um poderoso
afrodsíaco. Com mais
razão ainda quando o combate amoroso
aparece subitamente
como um jogo cheio de perigos ou
proibido. A urgência, o medo
de
entregar-se, o sentimento (Ia própria aud cia contribuem
para tornar esses momentos
inesquecíveis, justamente por se-
rem excepcionais. E fugazes. Com efeito,
essas trocas são
frequentemente r pidas (meu amante
preferido costunia cham -
Ias de órapidinhasó). Não importa... E
exatamente isso que as
torna prazerosas.
43
30. É bobagem não querer ficar no
apartamento. Ao contr rio,
aproveite todas as possibilidades que
ele oferece. Começando
pelo tapete, o carpete ou o chão forrado
da sala (use, de prefe-
rência, lã pura, pois nossa pele é muito
sensível às irritações
provocadas por material sintético), onde
você se deitar com a
bela mulher que lhe incendeia os
sentidos, depois de ter mendi-
gado aos pés dela, como um cachorrinho
doido, todas as suas
carícias.
Não negligencie nenhum local ou recanto
para nos arreba-
tar impetuosamente. A cozinha,
certamente, lugar cult e fetiche
depois das cenas tórridas do filme O
destino bate à sua porta,
mas também o banheiro e... a entrada.
Ah! a entrada! Assim que
ela chega, você, não aguentando mais,
atira-se nos seus braços
procurando aconchego. E então, no
momento de ir embora,
como isso é mais forte que vocM, ainda
está enlouquecido pelo
desejo... Quem pode resistir a tanto
ardor?
31. Espero que não tenha esquecido do
elevador. O do seu pré.
dio ou de qualquer outro prédio público.
A não ser que a parcei-
ra sofra, apesar dos seus beijos e
abraços tranquilizadores, de
uma incur vel claustrofobia.
Ninguém o está
aconselhando a fazer a experiência nuni
edific , o de quinhentos andares. A
sensação que sugerimos con-
siste unicamente em apertar o botão
óPareó, a fim de que o ele-
vador fique eniperrado entre uni
pavimento e outro. Lembro-me
de uma grande empresa onde trabalhei.
Todos os dias, na hora
do almoço, o aparelho enguiçava
misteriosamente. E todos os
dias, de maneira bastante estranha, a
secret ria da presidência
e o diretor comercial eram
invariavelmente as vítimas pescadas
pelo chefe da manutenção. Ainbos saíam
inais radiantes que
assustados, embora o rosto vermelho e as
roupas ligeiramente
amarrotadas pudessem sei, atribuídos ao
pânico que se apode-
i-ara deles na hora do incidental
enguiço.
32. E, já
que estamos falando de prédios, você já
pensou na
escada? Na volta de um jantar, faça a
companheira sentar-se
num degrau e monte-a. Mas cuidado para
não tomar tal resolu-
ção na hora em que a zeladora poderia
estar varrendo as reas
comuns do condomínio. Vocês não ficariam
livres de uma boa
vassourada.
Evite igualmente o quartinho de
utensílios e ferramentas,
pouco espaçoso, e o local reservado às
latas de lixo, quase nada
propícios ao transbordamento dos
sentidos.
33. Recorda-se do filme de Louis Malle,
Perdas e danos? Ve-
mos ali o sedutor Jererny Irons e a bela
Juliette Binoche, ambos
tomados pela mais louca das paixões,
abrigarem-se sob esses
velhos arcos da cidade para os seus
engalfinhamentos amoro-
sos, de pé, estertorando de prazer.
Ser
necess rio acrescentar que, se nós mulheres gostamos
tanto desse filme, não foi soniente por
causa do valor arquitetó-
nico dos arcos?
34. Novidades, sempre novidades.
Telefone para o escritório
dela e não desista enquanto ela não
aceitar uni convite para o
almoço. Marque o encontro mim local
insólito e inipessoal ---
um terraço de café ou um jardin-i
público - para preparar o
efeito da surpresa, e leve-a diretamente
não ao restaurante, mas
a um hotel, onde naturalmente você
já ter
reservado tini quar-
to. Eu não hesitaria em aconselhar-lhes
tini desses motéis óde
alta rotatividadeó, tão cio agrado dos
casais ilegítimos. A decora-
ção deles lembra muito à dos bordéis
sofisticados, mas, erotica-
mente falando, trata-se de algo muito
eficaz! Espelhos no teto,
corredores estreitos e atapetados,
portas identificadas com tini
nome de código ou com o nome de uma cor.
Sei à está acostumado
a procur -lo, ter
direito a um piscar de olhos maroto por parte
da
Propriet ria ou da atendente, que lhe
perguntar com muito
Profissionalisirto: ó0 senhor prefere o
4aztjl' ou o ócor de ouro'?ó
35. No caso de hotel, você tem um leque
de opções à sua fren-
te. Marque encontro com ela no bar, à
hora do ch ou do aperi-
tivo. E conduza-a até o quarto reservado
com antecedência para
a noite. Encomende uma refeição que5 de
acordo com os tempe-
ramentos, vocês podem comer antes ou
depois do amor.
De qualquer modo, nunca tire da cabeça
a Idéia de que se
acham num lugar magico, sinónimo de
evasão, de férias, de en-
contros secretos... Os hotéis são em
geral acusados de impesso-
ais, mas nada o impede de tornar o quarto
mais aconchegante,
solicitando previamente a colocação de
flores ou de cestas com
frutas. Pode inclusive escolher hotéis
menos modernos. O que
afirmo é que sua namorada ficar
agradecida por essa escapad
intempestiva e não deixar
de expressar a gratidão por gestos
bem significativos.
36. E se ambos resolverem ir ao cinema?
Escolha de preferên-
cia um velho filme ou uma sessão logo
após o almoço e procure
sentar-se com ela em uma das últimas
poltronas. A menos que
se vejam inesperadamente diante de uma
obra-prima (coisa
bastante rara hoje em dia), não hesite
em distrair a acompa-
nhante. Comece pondo-lhe a mão no braço,
coloque-a em se-
guida entre as coxas cruzadas,
obrigando-a, com um gesto sua-
ve, mas decidido, a descruz -las.
Acaricie-lhe pacientemente
as coxas até que se sinta confiante para
subir mais um pouco em
busca do tesouro misterioso. Cubra-a de
beijos. Desabotoe uma
ou duas casas de sua blusa... Em pouco
tempo a mão dela estar
em seu colo, tentando correr o zíper da
calça, insinuando-se por
entre o cós da sunga ou da cueca (se é
que você não teve a ótima
idéia de dispens -las nesse dia) para
agarrar-lhe a piroca... o
filme lhes deixar
uma impressão inesquecível, embora a ver-
dadeira obra-prima esteja acontecendo no
escurinho do cine-
ma, não sobre a tela.
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Parte:
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