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177 MANEIRAS DE ENLOUQUECER UMA MULHER NA CAMA



Parte: 1 | 2 | 3

MARGOT SAINT-LOUP
 Tradução
 Luiz Cavalcanti de M. Guerra




SUMÁRIO



Introdução 7



Como utilizar este liVro 11



Pequena lição de anatomia 15


Como costuma chamá-la? 15
Como funciona? 16
A teoria dos fluidos 17



Aprenda a seduzir 19


Está esquentando...

O prazer e a multiplicação do prazer 23



O cenário ideal 33
A cama 36
Fora da cama 37



Onde e quando? Pequeno gula da anti-rotina 41



As delícias das preliminares 51
Que tal brincar um pouquinho? 54
Acessórios 55
Senhores e escravos 56
Jogos de crianças 57
Igualmente no catálogo... 58
Guloseimas 58
Na água 60

Vestuário e roupa de baixo 62
Massagens 66
Prazeres solitários compartilhados 69
O beijo 70



Da cabeça aos pés 73
A flor da pele 75
Carícias e outras mordidas 81



Coisas de língua 85
Variações 89
Posições 92



Em todas as posições 95
Esse bom velho missionário 98
Em sela! 101
Vamos virar! 103
Tandem 105
Sentado ou de pé? 107
Na estrada de Sodoma 108
Palavras, palavras, palavras... 111
Sobre o orgasmo 113

Depois do amor, ainda e sempre amor 117



O amor sem riscos 121



Conclusão 123


INTRODUÇÃO



óA união com os homens torna as mulheres felizes. Elas se sa-

ciam de prazer e luxúria, e a alegria que experimentam cons-

titui toda a sua satisfaçãoó, afirma o Kama-Sutra.
Se ao menos pudesse ser sempre assim! Mas ainda estamos

longe disso... Já me aconteceu várias vezes, na cama com um

homem, lembrar-me nostalgicamente das caricias que eu mes-

ma me havia proporcionado, sozinha, concluindo com tristeza

que me tinham causado mais prazer do que o ato sexual propria-

mente dito.
Não existe nada de sensacional em minhas palavras, mas,

no que se refere ao sexo há momentos mais ou menos felizes, o

puro delírio ou a decepção total.
Recordo-me particularmente de um homem. Ele surgira de

repente, por volta da meia-noite, numa festa em casa de amigos.

Fiquei deslumbrada quando o vi, até corei e quase perdi a fala.

Eu não era a única, aliás, a mostrar-me sensível àquele charme

todo e me achava ainda mais alvoroçada ao perceber que ele

também se interessava por mim. O modo como dançava, toman-

do-me em seus braços com uma determinação gentilmente viril,

não deixava qualquer dúvida: aquele homem sabia lidar com as

mulheres. Mas...
Algumas danças e taças de champanhe mais tarde, con-

cordei em acompanhá-lo até o seu apartamento para um último



7


brinde. Chegando lá, pude ver, apavorada, o meu príncipe en-

cantado transformar-se num atleta da cama desprovido de qual-

quer sensibilidade para os rituais do amor. Em questão de mi-

nutos eu Já estava deitada, enquanto ele se despia apressada-

mente, mas ainda assim meticuloso o bastante para dobrar e

arrumar com cuidado as suas roupas sobre uma cadeira. Depois

do comovente ritual, atirou-se sobre mim, praticamente arran-

cando-me o vestido, e começou a trabalhar. Um beijinho à-toa

no pescoço... e aquele eterno vaivém. O sujeito concentrava-se

nos próprios movimentos como se estivesse malhando numa

academia. Queria bater algum recorde ou me impressionar com

uma técnica infalível? A verdade é que passados seis minutos e

12 segundos ele ejaculou, ofegante e parecendo saciado. Agra-

deceu-me com uma bicota nos lábios e entrou imediatamente

no banheiro para uma limpeza de costume... Aturdida e decep-

cionada, vesti-me com um pouquinho mais de tempo do que ele

precisou para tirar-me a roupa, peguei minha bolsa, e já me

encontrava na porta quando o cara reapareceu, todo lépido e

fagueiro. Surpreso por me ver prestes a partir, mas suficiente-

mente discreto ou (não é proibido sonhar) perspicaz para não

fazer perguntas, aceitou minhas despedidas dizendo que me li-

garia o mais breve possível.
Pensando ainda que o homem podia ser realmente sedutor e

até certo ponto inteligente, decidi que não havia problema al-

gum em lhe dar uma segunda e ainda uma terceira chance. Afi-

nal, errar é humano... Não sei onde estava com a cabeça! De-

pois da segunda investida, esgotado pelo desempenho, ele pe-

gou no sono sem sequer acolher-me em seus braços. E, na ter-

ceira vez, tendo lhe explicado que eu precisava de um pouco

mais de tempo para atingir o orgasmo, ele concordou, como um

favor, em prolongar o ato, mas sem me olhar, muito preocupado

com a eficácia dos movimentos de seus próprios quadris. Não

pude deixar de admirar sua dedicação, aquela seriedade per-

feitamente concentrada... enquanto eu mesma permanecia

alheia ao que estava acontecendo. De repente deparei-me pen-



8


sando num monte de bobagens que em geral quase não me preo-

cupam: formulários da Previdência Social para preencher, uma

ida ao tintureiro para levar as cortinas da sala... as mesmas cor-

tinas por onde eu teria subido cheia do fogo da paixão para cair

depois vencida pelo gozo. Mas provavelmente já estava escrito

que com esse homem tão bonito eu não sairia nunca do colchão.

Pior para mim... E para ele também.
Essa breve aventura pelo menos me ensinou uma coisa: um

homem bonito não é necessariamente um bom amante. A mais

perfeita das técnicas não substitui a ternura, a atenção para com

o outro, a solicitude, a delicadeza, a loucura, a imaginação, a

fantasia, a generosidade... O amor, em suma.
Se esse homem tivesse um conhecimento adequado do cor-

po feminino, mesmo sem amor ou envolvimento especial ele te-

ria conseguido me dar algum prazer, mas certamente suas no-

ções sobre o assunto tinham parado naquilo que aprendera nos

bancos do primeiro grau.
E claro que as primeiras transas raramente são as melhores.

Muitas vezes precisa-se de algum tempo para chegar às alturas.

Os parceiros se procuram, vão se descobrindo aos poucos, há

toda uma trama de toques, segredos e carícias. A sexualidade é

uma questão de corpo, coração e espírito. Depois do primeiro

olhar opera-se toda uma alquimia, onde ainda entram os senti-

mentos, a atração recíproca, as peles que se complementam, os

odores que se combinam, a compatibilidade sexual entre os par-

ceiros.
Conheci homens maravilhosos com quem óissoó não funcio-

nava de jeito nenhum, apesar de serem indiscuti vel mente atra-

entes. E outros muito menos estimulantes à primeira vista que

me levaram a êxtases inesquecíveis. Trata-se de algo misterio-

so, na verdade uma sutileza a mais que eu chamaria de saber

amar.
Não é uma coisa tão complicada assim! O leitor perceber

que não lhe pedimos quase nada. E no entanto esse quase nada

é praticamente tudo, ou seja, deve aprender a nos seduzir, sur-



9


preender e sobretudo descobrir pacientemente como somos pa-

ra chegarmos juntos ao ápice do prazer.
Não precisa duvidar de si mesmo! Estamos prontas para ad-

mirar o vigor de seus atributos, para ficar de queixo caído dian-

te de seu desempenho, mas... E nós em tudo isso? Precisamos

lembrar que não estamos aí como espectadoras, mas como atri-

zes atuantes, dedicadas e superdesejosas de participar desse

jogo de que gostamos tanto?
O amor não é a justaposição de dois prazeres solitários; é a

fusão de dois corpos, de dois corações, de dois espíritos; um du-

eto mágico em que as vozes se respondem e combinam para al-

cançar um entendimento perfeito.
Espero que todos aqueles que se habituaram a cantar sozi-

nhos, e nunca se preocuparam em saber se a melodia estava nos

agradando, encontrem neste livro a oportunidade de aperfeiço-

arem a técnica do dueto e do desempenho a quatro mãos.
Música, maestro!


    Margot Saint-Loup





Como utilizar este livro


Preciso ficar repetindo, leitor amigo? Tudo o que se acha aqui é

dedicado a você. Pode considerar este livro exclusivamente seu.

Ele foi mesmo escrito em sua intenção... embora pensando em

suas parceiras! Não veja nisso nenhum egoismo cego, mas ape-

nas o desejo de levá-lo a descobrir tudo o que nós mulheres

amamos, todo um mundo de loucuras para onde gostaríamos de

arrastá-lo.
O prazer que souber nos dar será seu também. Temos tudo a

ganhar com a reciprocidade amorosa. Você deixará de nos ver

como "a maior burrice que eu fiz na minha vida" ou como frígi-

das irrecuperáveis, enquanto nós não o chamaremos mais de

machão. Nesse aspecto, esta obra deveria ser declarada e reco-

nhecida como de utilidade pública!
Se quer um conselho, acho que você devia devorar estas pá-

gi nas. Aposto que vai gostar, que vai querer repetir e até decorar

certas passagens...
Se for um apreciador da boa mesa, que sabe combinar com

bom gosto os melhores pratos e os melhores vinhos, sinta-se à

vontade para folhear livremente, localizando assuntos oportu-

nos, detendo-se um pouco mais num trecho ou outro, parando afi-

na] nos capítulos que o intrigam ou excitam a sua curiosidade.
Mas qualquer que seja a maneira que escolha para ler, as-

sim que acabar guarde este tesouro num local a que somente



11


você tenha acesso, para que nenhum bisbilhoteiro venha a apo-

derar-se dele. Só deve ter o cuidado de não esquecer o esconde-

rijo, você poderia de uma hora para outra precisar de alguns

lembretes.
Feche os olhos e imagine uma mulher; imagine a mulher que

vem ocupando os seus pensamentos ou aquela que você daria

tudo para encontrar. Solte as amarras das recordações, concen-

tre-se nas cenas que lhe chegam espontaneamente ao espírito

quando o objeto dos seus desejos adquire um rosto.
Chegado o momento do encontro, esqueça tudo. Não procu-

re seguir ao pé da letra ou de uma única vez os meus conselhos:

você e sua parceira poderiam ficar entediados. Não se trata de

mostrar um excelente desempenho ou de bater um recorde, mas

de fazer amor da maneira mais gratificante do mundo. A mulher

ao seu lado não está procurando um número de circo, mas sin-

ceridade. Pouco lhe importa se há   receitas para o sexo; o que

ela quer é sentir um companheiro solidário e atencioso.
Não tenho outra intenção, leitor amigo, senão oferecer-lhe

algumas idéias que despertem a sua criatividade. Não se con-

tente com estes 177 conselhos ainda mesmo que lhe estejam

prestando um ótimo serviço; tente, ao contrário, aumentar a lis-

ta para o infinito...
Pergunte a si próprio por que teve vontade de ler o meu tra-

balho e por que eu mesma senti a necessidade de escrevê-lo.

No meu caso, a resposta é bem simples: amoos homens e oJogo

amoroso, adoro a descoberta do outro e a excitação que isso pro-

voca, fico doida com as paixões que devoram os sentidos e o

espírito. Nada me entristece tanto quanto os encontros frustra-

dos, os sonhos desfeitos ou aquele famoso sétimo céu do orgasmo

se escondendo atrás das nuvens até desaparecer por completo.
 
 Minha única ambição ao entregar ao leitor este livro é ajuda-

lo a conhecer realmente uma mulher e indicar-lhe as mil ma-

neiras de ganhar o seu coração e o seu corpo.
Depois da leitura - leia quantas vezes quiser, memorize,

faça anotações, sublinhe as passagens que mais chamaram a



12


sua atenção -, ponha tudo de lado e concentre-se na mulher

dos seus sonhos. Ame-a realmente. Dedique-se a seduzi-la e

conquistá-la todos os dias. Não custa quase nada: muita ternu-

ra, muito respeito, muita imaginação, muita fantasia, e princi-

palmente generosidade... Qualidades que bem lá   no fundo sem-

pre estiveram com você e que estas dicas, assim espero, farão

com que venham à tona.



13



Pequena lição de anatomia


O meu leitor sabe por acaso que a mulher não se resume a óuns

peitinhos bonitosó e óuma bundinha bem-feitaó, como já   o ou-

vimos tanto dizer?
E claro que a nossa bunda e os nossos peitos merecem toda

a sua atenção, e na verdade não precisamos de muito esforço

para saber (,,orno e por que essas partes de nosso corpo tornam-

se tão frequentemente o objeto das suas obsessões... é até muito

lisonjeiro para a gente, mas não basta. Peitinhos em forma de

maçã ou de pêra é só uma questão de cuidados. E as bundinhas

escondem todo um mistério que você deveria conhecer melhor

para nos dar mais satisfação.
Se o amigo for um craque em anatomia, pode pular estas

poucas linhas. Mas está   bem certo de que domina o assunto?



Como costuma chama-la?


A mulher é um ser sexuado. E a esse sexo tão cobiçado e fanta-

siado, tão desejado e levado às alturas, já   se deu um bocado de

nomes. Dos mais poéticos aos mais vulgares.
As crianças aprendem a cham -lo de baratinha, pombinha,

dondoca, e até perereca, apelido que talvez esteja na origem do

mais popular xereca. Vai se entender!

Não me admiraria se os vegetarianos ou os ecologistas vis-

sem em nosso órgão sexual uma romã ou um figo partido. Os

amantes de frutos do mar pensariam com certeza num mexilhão

entreaberto, enquanto os poetas e os sinólogos encheriam a boca

para elogiá-lo com expressões rebuscadas como porta de jade,

estoj*o de Jóias ou gruta de coral. Os indecisos e os ecléticos cos-

tumam variar entre rego, xoxota, babaca ele.; os cientistas, en-

tre vulva e vagina; e os mais diretos, finalmente, contentam-se

com o uso generalíssimo de boceta. Boceta apenas. Pode pare-

cer vulgar; mas é um termo adequado e muitas vezes excitante.
Se nada disso lhe agradar, você tem todo o direito de esco-

lher um apelido para o sexo da pessoa amada. Ele se tornará

uma espécie de senha, algo totalmente inacessível às pessoas

do seu círculo de amizades. Elas nunca saberão com certeza o

que você poderá estar dizendo ao comentar com a mulher ou a

namorada: "Estou doido para ver a Julinha esta noite, sinto tan-

ta falta dela." No máximo pedirão a voces que, na primeira opor-

tunidade, lhes apresentem essa misteriosa Julinha!



Como funciona?


É muito bonito dar um nome ao nosso sexo, mas não é o bas-

tante. Se você continuar considerando-o um mero buraco escon-

dido por pêlos, não iremos muito longe.
A primeira coisa em que deve reparar é o nosso monte de

Vênus (uma proeminência no púbis feminino), a parte inferior

do ventre que se cobre de pêlos a partir da puberdade, forman-

do uma moitinha cuja densidade varia de mulher para mulher.
Sob os pêlos abrem-se dois grandes lábios (labia majora)

que se sobressaem um pouco do conjunto. Eles protegem e ocul-

tam os pequenos lábios (labia minora), de textura mais fina e

mais sensível, que intumesce quando excitado.
Os grandes e os pequenos lábios limitam um espaço trian-

gular denominado óIntróitoó, no alto do qual eles se encontram



16


IPNP-


para formar o prepúcio do clitóris, que por sua vez cobre a

glande. Principal zona erógena, o clitóris é extremamente sensí-

vel; carícias prolongadas nesse ponto podem às vezes tornarem-

se dolorosas, mas são uma fonte inesgot vel de prazer!
Descendo mais um pouco encontrar   o canal urinário e o

orifício da vagina, mais estreitado na mulher virgem pelo hímen.

A vagina liga-se diretamente com o útero, mas antes de alcançá-

lo (?!) você está   autorizado a procurar, pacientemente, o famoso

ponto G, descoberto por um tal de Graferiberg. Mito ou realida-

de, o ponto G não seria mais que uma protuberância arredonda-

da formada pelos vasos sanguíneos da parede vaginal, intumes-

cidos em decorrência da excitação. Para encontr -lo, você pode

usar a piroca ou os dedos... mas não transforme isso em idéia

fixa. Nós mulheres sobrevivemos e gozamos bastante durante

anos sem sequer desconfiar da existência desse ponto G. De

qualquer modo, há   quem garanta que ele torna a excitação dez

vezes mais intensa, enquanto outros afirmam que ele precipita o

orgasmo. Cada qual na sua!
Se continuar descendo, chegar   ao ânus. Complicações à

vista. O pintor espanhol Salvador Dalí jurava que tinha conse-

guido contar 36 ou 37 pequenos sulcos em volta do ânus, mas

isso não resolve o nosso problema, que pode inclusive tornar-se

também o seu. Se ele às vezes é considerado um orifício sexual

natural, capaz de propiciar um prazer sem limites, por outro

lado continua sendo um tabu absoluto para um grande número

de mulheres. Você precisara de muita paciência e carinho para

convencê-las da naturalidade que existe nessa busca de novos

prazeres.



A teoria dos fluidos


Esta lição ficaria incompleta sem alguns coment rios sobre

os fluidos. Espero não estar dizendo nenhuma novidade ao lei-

tor, mas nós mulheres óficamos molhadasó. E, a menos que es-


tej . a com uni problema de ressecamento vaginal, que natural~

mente necessitaria de cuidados médicos, se uma mulher não fi-

car molhada, é que você não se saiu bem no desempenho de suas

tarefas ou, ainda pior, não lhe causou nenhum prazer especial.
Os fluidos femininos são em número de três. O primeiro,

chamado ciprina, aparece muito rápido com o desejo e a excita-

ção. Sua função é lubrificar a vagina. Você pode verificar facil-

mente a sua presença introduzindo o dedo ou os dedos na vagi-

na ou passando a mão nas calcinhas da parceira. A umidade não

deixará   qualquer dúvida sobre o prazer que ela está   sentindo.
O segundo fluido surge no momento do orgasmo. Ele pode

ser mais abundante e prova em todo caso que a sua parceira

realmente gozou, principalmente se você tiver dúvidas quanto

aos nossos dons de simulação.
O terceiro e último desses fluidos embriagadores pode lite-

ralmente jorrar do ponto G. Mas o fenómeno é raro. Abundante,

entretanto, em algumas mulheres, ele é comparável à ejaculação

masculina. As teorias a esse respeito têm se multiplicado, mas

ainda não se sabe de onde ele vem, como é constituído e onde

fica estocado.
Que os pretensiosos deixem portanto de bancar os superio-

res e os tímidos parem de pensar que não se acham à altura,

porque esse fluido não depende do ardor nem das proezas de

ninguém. Ele simplesmente acontece. E o leitor pode ficar tran-

quilo que assim que eu souber mais sobre o assunto não deixa-

rei de lhe contar!



18

Aprenda a seduzir


Com raríssimas exceções - ausência absoluta de talentos, m

vontade evidente e sistemática ou grosseria incurável -, todos

os homens, meu amigo, são capazes de propiciar às mulheres

um êxtase inesquecível.
Você não precisa se revelar um garanhão nem um desses

apolos de academia para nos levar à loucura. Pode ser baixo,

alto, magro, gordo (mas, por favor, sem exagero), peludo, barbu-

do, imberbe, bígodudo, careca, louro ou moreno, de olhos azuis

ou pretos, com óculos ou sem óculos. Pouco importa! A única

coisa que nos interessa é cair sob o domínio do seu encanto, que

pode não ser percebido à primeira vista, mas que sempre exis-

tiu com você.
Aprenda a gostar de si mesmo: pode apostar que você está

muito bem assim. Não dê a menor bola, por exemplo, ao tama-

nho do pênis; o importante é a maneira de usá-lo. Meu pai, que

era um homem experiente, costumava dizer: "Mais vale um pin-

tinho buliçoso que um galo preguiçoso." Se tiver esse tipo de

preocupação, passe o dia repetindo o provérbio, que funciona...

Lembra-se do método Coué* ?... Pois vá em frente e depois me

conte.



Érnile Coué (1857-1926), psicoterapeuta francês, criou um método de terapia por auto-

sugestão. (N.F.)



19

De qualquer forma, mesmo que o leitor já   esteja convencido
    de suas qualidades pessoais, não pode deixar de seguir algumas

regras básicas que decorrem principalmente da experiência de

vida.
Se você ainda está   sozinho e deseja seduzir uma mulher,

ponha em ação o instinto e a perspicácia. Confie em seu desejo,

mas saiba discipliná-lo. Tudo é uma questão de controle! Não

se deixe levar pelas aparências. Uma mulher reservada, meio

distante, pode muito bem estar escondendo um temperamento

vulcânico, enquanto uma outra, aparentemente fogosa, acaba se

revelando uma amante tímida na cama. Evite juízos precipita-

dos, sem jamais perder de vista que ambas têm em comum a

necessidade de se sentirem desejáveis e desejadas.
Não se atire à presa ao primeiro olhar significativo e mali-

cioso que ela lhe dirija. Tenha calma... Saiba prolongar esses

momentos mágicos em que uma atração nascente faz acreditar

em todas as possibilidades. Deixe que ela perceba o seu inte-

resse, saiba provocar um sorriso, consiga com naturalidade que

ela comece a falar de si mesma, de sua vida, de seus gostos.
Diga algumas coisas a seu próprio respeito, mas cuidado...

está   sentindo que pode fazer-lhe confidências? Tudo bem, mas

não abuse. É uma bobagem, por exemplo, mencionar aventuras

passadas, pois ela o tomaria por um fanfarrão ou um gaiato.
Na verdade, essas primeiras abordagens necessitam de pa-

ciência, muita habilidade e um mínimo de estratégia.. Mostre

uma pontinha dos seus encantos só para aguçar-lhe a curiosida-

de... nada de abrir todas as cartas na mesa,   no primeiro encon-

tro. Você não deve parecer carente nem apressado, mas apenas

um homem que está   se encantando, pressentindo ali aquela

mulher excepcional merecedora de todas as suas atenções.
Surpreenda-a, deixe-a intrigada, desperte-lhe a vontade de

saber mais sobre você. Mas, se por qualquer motivo tiver que

acompanhá-la até em casa sem outra intenção que a de mostrar-

se gentil, o que já   será   um ponto a seu favor, não insinue absolu-

tamente nada que a faça deplorar mais tarde o fato de você não



20


ter entrado. Cuidado! O importante é deixá-la suficientemente

seduzida para que ela durma e acorde no outro dia sentindo um

calafrio na espinha, pensando em você, no contato de sua mão

sobre a dela, na maneira particular com que lhe roçou as costas

e os ombros... É então que o espírito se aventura por esse mundo

com um sem-fim de possibilidades, imaginando o que tais carí-

cias não teriam provocado em sua pele nua.
Nesse momento, meu amigo, ela está   quase enfeitiçada. Não

estrague tudo... por excesso de ardor!
Se você já   vive com uma parceira, e praticamente certo que

lhe agradou o bastante para que ela tivesse concordado em ten-

tar uma vida a dois, compartilhando toda a intimidade de um

lar. Razão maior para que você não se deite sobre os próprios

louros. Um belo dia poderíam amanhecer murchos, quase se-

cos, leves como a palha, até ser-em carregados pelo vento, fi-

cando você sozinho e entregue ao desespero de adivinhar por

que ela o trocou por outro.
Portanto, esteja atento! Você pode ser sensual até usando

pijama... desde que seja realmente um pijama, não aquele lar-

rapo de todas as noites, azul quando era novo, mas hoje de uma

cor imprecisa e cheio de manchas de café com leite.
Jogue no lixo esses chinelos velhos, perca esse há bito de

vestir o mesmo short ensebado ao chegar do trabalho, tome um

banho, penteie esse cabelo. Renuncie aos fins de semana moro-

sos, sem se barbear, sem vestir uma roupa limpa, arriado numa

poltrona diante (Ia telinha, com farelos de batatas fritas espalha-

dos pela camisa e pelo chão... Se você não se cuida, como pode

cuidar da parceira? Sem um mínimo de esforço de sua parte, ela

não terá condições de acreditar que você ainda a deseja. E, se a

dúvida for minto grande, logo estará procurando novidades fora

de casa. Se quer mesmo mantê~la sob o mesmo teto, preste prin-

cipalmente atenção a você. Não vai dizer depois que não avisei


21



está

esquentando.


O Prazer e a

multiplicação

do prazer



No começo era o desejo... Mas agora é preciso cuidar dele,

prolongá-lo e estimulá-lo. E para isso há   toda uma para-

fernália de gestos, olhares, atitudes e palavras. Todos os nossos

sentidos, se é que o meu leitor já   não está   careca de saber, são

ativados pelo cérebro; ora, o desejo é um problema de

hormónios, secretados por glândulas também estimuladas pelo

cérebro. Logo, o amor e o desejo são fenómenos inseparáveis do

corpo, das emoções e, naturalmente, do espírito.
É necessário portanto instigar nossos neurónios, brincar

com os nervos, cutucar (mas suavemente) a memória... Assim

encorajada, nossa imaginação já   galopante disparar   de vez,

sempre nos incitando à procura de um homem de verdade -

que pode ser você -, ébrias de desejo e vontade, suplicando-

lhe uma realidade tão bela e delirante quanto costumam ser os

nossos sonhos e as nossas recordações.
Para nos atrair, nos excitar, nos deixar à beira da loucura,

provocando mesmo a distância esse friozinho característico no

estômago, esse calor entre as pernas, essa umidade nas calci-

nhas, esse formigamento na altura da veia cava inferior, às

vezes não é preciso quase nada... Mas cabe a você dar prova

de imaginação e astúcia para nos conquistar em cada momen-

to, manter viva a nossa excitação e sobretudo nos conservar

nesse venturoso estado entre o gozo e a permanente expectati-

va do gozo, o que faz de você o homem de todos os nossos pen-

samentos e de todas as nossas fantasias.



25


1. Nada é mais convincente do que o olhar. Ah! esses olhos

plantados nos nossos, penetrantes, insistentes, querendo nos ver

coradas e confusas, buscando o que se oculta no âmago de nos-

sa alma... ou debaixo de nossa roupa. Meu amigo, você nunca

nos olhará o bastante. Nunca nos fará sentir suficientemente o

quanto nos acha belas, gostosas, tesudas. Apesar disso, deve

evitar, principalmente na primeira vez, piscadelas assíduas ou

sacarias. Guarde essas coisas para depois, para quando já   hou-

ver uma certa cumplicidade entre você e o alvo das suas aten-

ções. Do contr rio, toda essa aura de fatalidade que você acre-

dita existir em seu olhar poder   ser interpretada como falta de

tato, vulgaridade e desagrado.
Não banque o hipnotizador Quando quiser, pode certamen-

te desviar-se dos nossos olhos faiscantes e concentrar-se em

nossos lábios. Pode descer mais um pouco até o decote, admi-

rando-o com toda aquela cobiça que convém em ocasiões como

essa. E chegar finalmente às pernas, que se cruzam e descruzam

provocando um frémito quase imperceptível nas meias, deixan-

do entrever ou imaginar aquilo que escondemos entre elas.
Durante toda essa fase de observação, nada o proíbe de en-

treabrir os lábios, passar discretamente a língua sobre eles, mas

de um modo furtivo, como se estivesse tomando fólego, em bus-

ca do oxigênio que com certeza já   está   lhe faltando. E claro que

um olhar cheio de intenções terá mais eficácia sobre nós se for

lançado no meio de uma conversa entre vários amigos, da qual

você participa do modo mais descontraído possível.



2. Não se limite a essa sedução dos olhos. Lembre-se que as

palavras possuem uma força terrível. Mesmo as mais diretas e

mais cruas. Murmuradas ao nosso ouvido atento, elas têm um

efeito euforizante e abrasador, principalmente se pronunciadas

quando menos se esperam. Imagine-se num jantar em casa de

amigos, por exemplo. Você se acha à mesa e estende o braço

para alcançar o pratinho de amendoins. No gesto, roça casual-



26


mente os seios de sua parceira, ocasião em que deve sussurrar-

lhe imediatamente: 'JÁ   não aguento mais de tesão, estou de pau

duro. Vamos sair daqui." Isso vai deix -la doidinha.



3. Frases desse tipo podem ser ditas ao telefone, que, como

você sabe, é um objeto altamente erótico. Ligue para o trabalho

dela, insista para que a chamem mesmo que se encontre numa

reunião, diga que é urgente e que você não teria condições de

ligar mais tarde. Quando ela responder do outro lado, com a voz

trêmula de quem espera a notícia de uma inundação ou de uma

desgraça na família, mencione-lhe simplesmente que você não

aguenta mais, não consegue tirar da cabeça o último encontro

que tiveram, os gemidos dela na cama, e está   pensando em coi-

sas mais loucas ainda para fazê-la gritar, uivar de prazer, subir

pelas paredes... Procure convencê-la de que você nem mesmo é

capaz de esperar o final do expediente. Duvido muito que ela

fique aborrecida com esse lance inesperado e tão saud vel.
Se ainda não vivem sob o mesmo teto, ligue tarde da noite.

Dê a entender que já   se acha deitado, os pensamentos inteira-

mente voltados para a pessoa dela. Recorde-lhe tudo o que já

fizeram juntos e fale do que ainda poderiam fazer.. Se for uma

mulher bem-humorada, você poder   até dar detalhes do que

está   imaginando para o próximo encontro. É de uma emoçao

arrebatadora!



4. Saiba transar com uma secret ria eletrónica. Todas as men-

sagens são perinitidas. Uma vez um namorado meu utilizou num

único dia toda a minha fita de gravação só para registrar os seus

suspiros de amor. Nem uma palavra. Apenas a respiração dele,

que eu chegava a sentir em minha pele. Até hoje lamento ter

apagado essa mensagem.
Faça a mesma coisa, mas, além dos suspiros, que tal gra-

var uma transa entre os dois e deixar registrada na secret ria

eletrónica dela essa nova versão de Gritos e sussurros? Ela tal-

vez tenha um gesto de acanhamento ao ouvir-se no auge da

entrega, mas ser   de grande excitação reviver num outro dia

esse momento!
De acordo com o seu temperamento ou o seu estado de espí-

rito, nada o impede de mostrar-se atrevido e até mesmo obsce-

no. Depois de um dia estafante, um bate-boca com o patrão, um

almoço de negócios intermin vel, a assinatura de um contrato

adiada e uma corrida insana contra o relógio, ela apreciar   essa
    mudança radical de comportamento, essa oportunidade capaz

de apagar as lembranças estressantes daquele dia.



5. Enquanto aguarda a ocasião de lev -la para a cama (ou para

qualquer outro lugar), deixe algumas palavras no papel. Man-

de-lhe uma carta declarando toda a sua chama amorosa, todo o

seu ardente desejo. Um pouco de romantismo não faz mal a nin-

guém, mas cuidado para não cair na pieguice... nem cometer

aqueles erros de ortografia imperdo veis. Claro, você pode se
    dirigir a ela com toda a franqueza habitual, mas escolhendo o

vocabul rio. Inclua no envelope, por exemplo, um desenho su-

gestivo, uma foto ou um anúncio malicioso recortado de uma

revista. Se puder, contrate um garoto de entregas para prestar-

lhe esse serviço. Revela classe!



6. Não pare nas cartas. Ela merece muito mais. Ainda não ti-

nha pensado em flores? São quase uma obrigação, desde que

você conheça um mínimo de sua linguagem. Rosas vermelhas

indicam uma paixão ardente e devoradora; cravos, nunca - di-

zem que dão m   sorte. junte à encomenda um cartão de visita,

procure encontrar as palavras certas para insinuar que a cor das

flores e a suavidade das pétalas evocam para você os lábios dela.

E dê a entender que, quando estiverem juntos, você descobrir

uma maneira surpreendente e inédita de usar as flores enviadas.



7. Não deixe de pensar em presentes mais sugestivos. Peças

íntimas, por exemplo, dentro de um embrulho bem-feito, com



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papel de qualidade e um laço elegante. Quer algumas dicas ar-

rasadoras? Uma camisola de rendas vermelhas, calcinhas de

seda, ligas de couro, tudo i . maginado para ela, como você não

deixar   de enaltecer, e que lhe realçarão tão bem a curva dos

quadris, o arredondado da bunda, o contorno dos seios. Mostre

um pouco de autoridade, exigindo que naquela noite mesma ela

o receba vestida nesses trajes.



8. Quando enfim a mulher dos seus sonhos estiver usando es-
     sas roupas de baixo, não perca a oportunidade de fotograf -la

nas mais diversas posições. Sensual e decidida a tudo na cama,

diante do espelho, dirigindo-se ao banheiro, ou ainda fazendo

as coisas mais comuns dentro de uma casa: ao telefone, levando

um copo aos lábios, abaixando-se para pegar alguma coisa do

chão... Tirar fotos possui uma extraordin ria força erótica.

Aquela concentração atr s da m quina, o suspense que antece-

de o clique e o próprio clique vão deixar sua parceira no auge

da excitação. Depois, a foto enfim revelada, sempre a mão, re-

cordando-lhe que fazer amor com você é uma coisa excepcional

e gratificante.
Você também pode deixar-se fotografar. Ou surpreendê-la,

enviando-lhe uma foto sua não muito antiga onde ela não tenha

dificuldade em reconhecê-lo: em calções de banho, bronzeado,

deitado sobre a areia quente, os dedos dos pés lambidos pelas

ondas do mar que vêm morrer na praia. Funciona, meu amigo, e

ainda mais se rabiscar nas costas da fotografia estas palavras:

óAs carícias do mar não são nada comparadas à sensação da sua

pele contra a minhaó ou qualquer outro texto galante que lhe

venha à cabeça. Com uma pitada de poesia, se possível.



9. Conte-lhe os seus sonhos. Mas, em vez de entrar em deta-

lhes, diga-lhe que a imagem dela o acompanhou durante toda

a noite e que foi ainda ela quem conseguiu tir -lo do doce

torpor dos braços de Morfeu. Acrescente que acordou de pau



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duro, unia ereção quase dolorosa pela impossibilidade de ser

satisfeita.



10. Não tenha medo de falar sobre as suas fantasias, ainda as

mais loucas e inconfess veis. Diga-lhe, se for o caso, que gosta-

ria de vê-la trepando com outro homem na sua frente, de

surpreendê-la cheia de tesão nos braços de uma mulher ou no

meio de um grupo frenético e devasso... Sua companheira não

tardar   a lhe contar as dela. Você não é obrigado a ópassar ao

atoó, como dizem os psicanalistas, mas tais fantasias comparti-

lhadas serão a marca de uma cumplicidade cada vez maior, pois

conferirão naturalidade aos comportamentos mais imaginativos.



11. Proponha-lhe um jogo. Peça-lhe que se sente sozinha no

terraço de um café... Você ficar   numa mesa mais afastada, ob-

servando, avaliando-lhe o poder de atração e de sedução. Gos-

tar   de perceber que os outros a desejam, mas que ela é sua e

que só você tem a felicidade de usufruir dos seus encantos.



12. Não despreze os estímulos visuais. Comece pelas publica-

ções menos picantes, que a excitarão sem transtorn -la e sobre-

tudo sem que fique com a impressão de que você é um tarado

incorrigível. Mostre-lhe inicialmente fotos de mulheres em tra-

jes insinuantes, com roupas de baixo delicadas e sugestivas.

Depois pode passar a imagens mais ousadas, escolhidas de pro-

pósito para revelar suas próprias fantasias e colocar os dois na

posição do voyeur.* Se notar resistência da parte dela, não in-

sista.


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13. Se ela for mais sensível e mais receptiva à arte e à cultura,

aproveite essa paixão pelos belos temas para mostrar-se um

amador esclarecido, um apreciador do verdadeiro erotismo, que

inclusive vê com maus olhos as publicações meramente pornó.

Apresente-lhe reproduções de bons pintores e escultores.

Rubens, Monet, Picasso, Rodin ou Camille Claudel, para ficar

apenas nestes, ou ainda as fotos de Helmut Newton, grande co-

nhecedor das curvas e dos recantos femininos. Isso não o dis-

pensa das famosas gravuras japonesas, mas às vezes é até mais

original e mais bonito, além de permitir comparações e associa-

ções de idéias. A curva deste seio (aponte para a foto) acaba de

lembrar-lhe aquele belo pescoço ali ao seu lado palpitando sob

as suas carícias; e estas coxas descruzadas aqui (continue apon-

tando) estão lhe sugerindo um certo punhado de pêlos no qual

você gostaria de perder-se.
Não se limite às representações de mulheres. Esculturas de

Apolo ou, já   num outro gênero, as fotografias de algum mito se-

xual, com membros viris escapando de uma braguilha entrea-

berta, causarão um certo efeito. Ainda mais se guiar a mão dela

sobre o papel da foto, exatamente como se ela o estivesse tocan-

do com seus dedos leves e há beis. Você pode ainda incit -la a

acariciar as fotos e observar a reação...



14. Não tenho nada contra os filmes pornó, mas às vezes eles

provocam um efeito contr rio daquilo que se deseja. É possível

encontrar no circuito meramente comercial multa coisa estimu-

lante, algo na linha do primeiro Nove semanas e meia de amor

ou mesmo Lua defel, onde não há   propriamente apelação.
Se tiver uma filmadora, pode filmar a relação de vocês dois,

mas não caia na bobagem da autocrítica. Nem os comunistas

fazem mais isso.



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O cenario

ideal


Curiosas como somos, morremos de vontade de conhecer o

seu apartamento. Ele é o retrato da sua personalidade, do

seu modo de vida, paixões e passatempos. É inútil portanto

mudar tudo de lugar ou fazer uma arrumação apenas convencio-

nal antes de nossa visita, pois ficaríamos muito decepcionadas

se não encontr ssemos ali a marca do homem que nos agradou

tanto.
Não se improvisa um ninho de amor. Para que a entrega

mútua seja uma festa de todos os sentidos, é necess rio um mí-

nimo de preparação. Seremos tanto mais calorosas e reconheci-

das quanto mais nos inteirarmos das delicadas atenções em nos-

sa homenagem. Claro que repararemos nisso ainda que você

faça tudo para torn -las as mais discretas possíveis.
Não há   dúvida que bolar um pequeno ninho amoroso e pre-

parar surpresas é mais f cil quando você ainda não vive com a

mulher dos seus sonhos. Mas alguns dias, algumas semanas ou

mesmo alguns anos de coabitação não lhe dão o direito de dei-

xar as meias sujas sob o travesseiro. Ao contr rio, seja vigilante

e aprenda a fazer uma boa arrumação para surpreender de modo

positivo, o que e sempre a melhor maneira de seduzir.


A cama


Como veremos adiante, existem outros lugares possíveis e até

mais desej veis, mas a cama continua sendo o local privilegia-

do dos prazeres amorosos. Daí o cuidado específico que esse

móvel merece.


15. A cama deve ser grande, com um colchão firme, a fim de

que nenhum dos dois fique com uma perna no chão ou sinta a

nuca machucada a um aperto mais fogoso.
Evite o colchão de mola, que marca com excessiva constân-

cia a progressão do desejo e do prazer. Esse rangido ritmado

acaba nos distraindo. Isso se não sentirmos vontade de fugir

imediatamente desse quarto que mais parece o consultório do

dentista com a sua cadeira giratória.



16. Os lençóis têm de estar limpos, sem qualquer vestígio de

suas proezas anteriores com outras conquistas. Pode até ganhar

pontos, dizendo à parceira que desde a última vez você não to-

cou ria cama justamente para conservar as impressões, o cheiro

e as sensações que ela deixara ali.
Não hesite em usar algodão para as roupas de cama, um te-

cido adequado em qualquer época. Se quiser tentar uma fanta-

sia, utilize o cetim - mas antes procure cerlificar-se de que

sua namorada não se incomoda com o tecido que já   foi o apa-

n gio das meretrizes de luxo... e das casas de prostituição.



17. Se é a primeira vez que está   recebendo a namorada em

casa, é claro que você foi a última pessoa a fazer a sua propria

cama. Que tal bancar o boêmio solit rio, a colcha dobrada só de

um lado, dando assim a impressão de que dormiu sozinho, sem

ninguem para aquecê-lo? Lembre-se de que ela está   doida para



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pertencer a você, am -lo, enchê-lo de carinhos, fazê-lo esque-

cer a solidão e, principalmente, as suas aventuras anteriores.



18. É uma boa idéia perfumar os lençóis com um pouquinho

da sua   gua-de-colónia ou com algumas gotas de extratos óna-

turaisó, como o almíscar, o âmbar ou o sândalo. Um prazer para

o olfato, uma coisa realmente excitante.
O perfume de mulher (qualquer outro que não seja aquele

que sua companheira desta noite está   usando) ou o cheiro de

loção de barbear devem ser evitados. O primeiro pode irritar a


'à    i

garota e encorai -la a dar no pé; 'à pelo segundo você corre o

risco de ser confundido com um outro... mas quem realmente?



19. Tenha ou não o há bito de dormir sozinho, não esqueça de

adquirir v rios travesseiros e dos mais macios. Sua parceira se

emaranhar   neles, lasciva, sem se fazer de rogada; e, de acordo

com o estado de humor reinante no momento, de acordo com as

vontades e as necessidades, poderão brincar bastante com eles.

Coloc -los, por exemplo, sob a nuca, embaixo da bunda, sob os

pés... Preciso lembrar que sob hipótese alguma você deve se

servir dos travesseiros para sufocar a menina? Quando muito,

ela poder   mordê-los para abafar os próprios gritos se, num indí-

cio de consciência, tiver medo de acordar os vizinhos. Quem sabe

o que podem pensar numa época de tanta violência sexual?



Fora da cama



Em vez de atirar-se sobre a mulher dos seus sonhos assim que

ela chegar e lev -la para a cama sem mesmo dar-lhe tempo de

tomar fólego, cuide para que o apartamento e o quarto estejam

em condições de abrigar essa incompar vel festa dos sentidos
que você planejou, cada cómodo constituindo uma etapa no ca-
minho do êxtase.

20. A luz, por exemplo. Nada de lâmpadas fortes. Prefira a ilu-
minação indireta e suave. As mulheres tímidas, que em geral
não confiam muito em seus próprios dotes físicos, imaginam que
       com isso os defeitos ficam dissimulados, enquanto a audaciosa
ter   ainda condições de ver tudo e de se sentir inteiramente
contemplada.
 As velas produzem um ótimo efeito. Perfumadas ou não, a
chama vacilante ao menor sopro do vento d   aos corpos que se
procuram e abraçam reflexos misteriosos e embriagadores.
 E onde anda a sua imaginação que ainda não lembrou do
que poderia fazer com uma vela comprida, lisa ou em espirais,
mas apagada?

       21. Algumas casas de campo ou de regiões serranas possuem
lareiras. Não há   nada mais charmoso e excitante do que um fogo
crepitando ao nosso lado e aquele estalido quase ritmado das
brasas. O fogo aquece, fascina, exalta as paixões... E uma pena
que tão pouca gente possa desfrutar de um prazer caro como esse.
 Se você, entretanto, pertence ao número dos privilegiados,
não tem o direito de esnobar essa oportunidade. Não v   esque-
cer de se proteger contra as faíscas; não seria nada engraçado
se uma brasa mais entusiasmada acabasse nos transformando
numa Joana d'Arc dos tempos modernos.

22. O apartamento deve estar arrumado, mas sem exagero.
Queremos ver em você um cara cuidadoso, não um maníaco. Dê
uma atenção toda especial ao banheiro e, se for o caso, livre-se
ou esconda todos os objetos que possam denunciar a visita re-
cente de outra mulher.
 Não caia na besteira de reformar o apartamento de acordo
com os conselhos das revistas de decoração, que parecem dar

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tantas idéias caretas aos solteiros. Uma . desordenzinha bem
transada enlouquece qualquer parceira. Principalmente se você
espalhar por ali uma literatura sugestiva. Não precisa adquirir
as obras completas do marquês de Sade, mas uma boa antologia
de escritos eróticos pode dar ocasião a uma discussão mais
aprofundada sobre o assunto ou até a exercícios pr ticos.
       
23. Cuidado com os odores. Nada é mais desestimulante que
um quarto-e-sala cheirando a detergente... ou a meias sujas. Exis-
   tem perfumes para cada atmosfera. Algumas gotas sobre uma lâm-
 ,râncias bem agrad veis que duram horas.
pada espalham frag

exagero de transformar o quarto na galeria dos espelhos do pa-

lá cio de Versalhes, mas procure coloc -los ao pé da cama, nos
lados e até mesmo, havendo condições, no teto. Uma mulher
sensível adorar   dividir com você esse espet culo excitante que
ambos podem se proporcionar.
 No banheiro então, nem se fala! Tanto acima do lavatório,
naturalmente, quanto numa das paredes onde os dois poderão
se contemplar dos pés à cabeça.

25. E a música, hein'~... Tem que ser alguma coisa que agrade
a ambos e num volume que não abafe a mais doce das melodias
- os seus próprios gemidos e sussurros. Quer dizer, fundo musj_
cal, só isso. E se houver na casa um bom aparelho de CD, progra-
me logo v rios discos para não se desconcentrar na hora do amor.
 De qualquer modo, uma interrupção na música nunca sera
um estorvo num momento de entrega total. O que realmente
queremos é que você nos faça felizes.

26. Por outro lado, sei a previdente e tenha sempre a mão tudo
aquilo de que pode precisar: camisinhas, víbradores elétricos,
garrafa d' gua, gulodices, óleos... todos os acessórios de que

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voltaremos a falar e que se revelam preciosos quando a paixão
toma conta da gente e autoriza (quase) todos os excessos, ainda
os mais imaginativos.

27. Algumas gulodices merecem umas palavrinhas a mais. Fru-
tas exóticas que você far   sua parceira lamber e morder, gengibre
cristalizado - um delicioso afrodisíaco -, chocolates etc. Um
vinho de boa qualidade, uma garrafa das grandes de champanhe
ou algum licor que ela aprecie e até mesmo uma tisana... Tudo o
que puder lhe dar   gua na boca, fogo nas faces e o diabo no corpo!
 Não se esqueça de abastecer convenientemente a geladei-
ra: tenha sempre ingredientes para preparar uma refeição de-
pois do amor, que, afinal, continua sendo uma espécie de amor.
Algumas mulheres não resistem a emoções desse tipo.

28. Algumas flores viriam bem a calhar. Além do perfume, a
flor é agrad vel aos olhos... e ao tato! Preciso mostrar o que pode
ser feito com uma pétala de rosa ou um botão de margarida? A
flor se transforma ao sabor da sua fantasia e inspiração em aces-
sório erótico e poético!

29. A fim de que nada perturbe o seu doce combate amoroso,

   procure desligar a secret ria eletrónica, o telefone, o interfone e
a campainha da porta. Seria de péssimo gosto abandonar os bra-
ços da mulher amada a qualquer sinal repentino de um desses
aparelhos. De mais a mais, um telefonema às onze da noite pode
ser algo altamente suspeito. Dificilmente conseguir   convencê-
Ia que foi o seu patrão quem ligou...
 Mas, se você está   realmente esperando uma ligaçao urgen-
te, responda. Fique entretanto junto de sua parceira. Enquanto
conversa ao telefone. continue acariciando-a, brincando com os
seus cabelos, pegando em seu queixo... Nesses momentos privi-
legiados, você deve deixar-lhe claro que riada conseguiria dis-
traí-lo de sua companhia insubstituível.

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Onde e
quando?
Pequeno guia

da anti-rotina
acqui, você já   tem à sua disposição os trunfos necess rios
para causar uma ótima impressão. Mas não acredite que tudo
esteja ganho! Cuide para que o seu lar, embora encantador, não
se torne uma gaiola de ouro. É preciso que essa companheira
fogosa não se transforme numa prisioneira entediada, sufocan-
do discretamente os bocejos, o olhar voltado para uma janela
por onde desejaria escapar.
 Em matéria de erotismo, não há   pior inimigo que a rotina.
Quando ainda não se mora com alguém é mais f cil super -la.
Mas mesmo para os casais bem estabelecidos não existe ne-
       nhum decreto obrigando a que se faça óIssoó sob as cobertas e à
noite, depois do telejornal das onze. Um pouco de imaginação,
que diabo!

HÁ   outros lugares e outros momentos para excitar nossa hb,_

do. Qualquer mudança inesperada, insólita, surpreendente na
decoração do lar revela-se um poderoso afrodsíaco. Com mais
razão ainda quando o combate amoroso aparece subitamente
como um jogo cheio de perigos ou proibido. A urgência, o medo
 de entregar-se, o sentimento (Ia própria aud cia contribuem
para tornar esses momentos inesquecíveis, justamente por se-
rem excepcionais. E fugazes. Com efeito, essas trocas são
frequentemente r pidas (meu amante preferido costunia cham -
Ias de órapidinhasó). Não importa... E exatamente isso que as
torna prazerosas.

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30. É bobagem não querer ficar no apartamento. Ao contr rio,
aproveite todas as possibilidades que ele oferece. Começando
pelo tapete, o carpete ou o chão forrado da sala (use, de prefe-
rência, lã pura, pois nossa pele é muito sensível às irritações
provocadas por material sintético), onde você se deitar   com a
bela mulher que lhe incendeia os sentidos, depois de ter mendi-
gado aos pés dela, como um cachorrinho doido, todas as suas
carícias.
 Não negligencie nenhum local ou recanto para nos arreba-
tar impetuosamente. A cozinha, certamente, lugar cult e fetiche
depois das cenas tórridas do filme O destino bate à sua porta,
mas também o banheiro e... a entrada. Ah! a entrada! Assim que
ela chega, você, não aguentando mais, atira-se nos seus braços
procurando aconchego. E então, no momento de ir embora,
como isso é mais forte que vocM, ainda está   enlouquecido pelo
desejo... Quem pode resistir a tanto ardor?

31. Espero que não tenha esquecido do elevador. O do seu pré.
dio ou de qualquer outro prédio público. A não ser que a parcei-
ra sofra, apesar dos seus beijos e abraços tranquilizadores, de
uma incur vel claustrofobia.
 Ninguém o está   aconselhando a fazer a experiência nuni
edific , o de quinhentos andares. A sensação que sugerimos con-
siste unicamente em apertar o botão óPareó, a fim de que o ele-
vador fique eniperrado entre uni pavimento e outro. Lembro-me
de uma grande empresa onde trabalhei. Todos os dias, na hora
do almoço, o aparelho enguiçava misteriosamente. E todos os
dias, de maneira bastante estranha, a secret ria da presidência
e o diretor comercial eram invariavelmente as vítimas pescadas
pelo chefe da manutenção. Ainbos saíam inais radiantes que
assustados, embora o rosto vermelho e as roupas ligeiramente
amarrotadas pudessem sei, atribuídos ao pânico que se apode-
i-ara deles na hora do incidental enguiço.

32. E, já   que estamos falando de prédios, você já   pensou na
escada? Na volta de um jantar, faça a companheira sentar-se
num degrau e monte-a. Mas cuidado para não tomar tal resolu-
ção na hora em que a zeladora poderia estar varrendo as   reas
comuns do condomínio. Vocês não ficariam livres de uma boa
vassourada.
 Evite igualmente o quartinho de utensílios e ferramentas,
pouco espaçoso, e o local reservado às latas de lixo, quase nada
propícios ao transbordamento dos sentidos.

33. Recorda-se do filme de Louis Malle, Perdas e danos? Ve-
mos ali o sedutor Jererny Irons e a bela Juliette Binoche, ambos
tomados pela mais louca das paixões, abrigarem-se sob esses
velhos arcos da cidade para os seus engalfinhamentos amoro-
sos, de pé, estertorando de prazer.
 Ser   necess rio acrescentar que, se nós mulheres gostamos
tanto desse filme, não foi soniente por causa do valor arquitetó-

nico dos arcos?

34. Novidades, sempre novidades. Telefone para o escritório
dela e não desista enquanto ela não aceitar uni convite para o
almoço. Marque o encontro mim local insólito e inipessoal ---
um terraço de café ou um jardin-i público - para preparar o
efeito da surpresa, e leve-a diretamente não ao restaurante, mas
a um hotel, onde naturalmente você já   ter   reservado tini quar-
to. Eu não hesitaria em aconselhar-lhes tini desses motéis óde
alta rotatividadeó, tão cio agrado dos casais ilegítimos. A decora-
ção deles lembra muito à dos bordéis sofisticados, mas, erotica-
mente falando, trata-se de algo muito eficaz! Espelhos no teto,
corredores estreitos e atapetados, portas identificadas com tini
nome de código ou com o nome de uma cor. Sei à está   acostumado
a procur -lo, ter   direito a um piscar de olhos maroto por parte da
Propriet ria ou da atendente, que lhe perguntar   com muito
Profissionalisirto: ó0 senhor prefere o 4aztjl' ou o ócor de ouro'?ó

35. No caso de hotel, você tem um leque de opções à sua fren-
te. Marque encontro com ela no bar, à hora do ch   ou do aperi-
tivo. E conduza-a até o quarto reservado com antecedência para
a noite. Encomende uma refeição que5 de acordo com os tempe-
ramentos, vocês podem comer antes ou depois do amor.
 De qualquer modo, nunca tire da cabeça a Idéia de que se
acham num lugar magico, sinónimo de evasão, de férias, de en-
contros secretos... Os hotéis são em geral acusados de impesso-
       ais, mas nada o impede de tornar o quarto mais aconchegante,
solicitando previamente a colocação de flores ou de cestas com
frutas. Pode inclusive escolher hotéis menos modernos. O que
afirmo é que sua namorada ficar   agradecida por essa escapad
intempestiva e não deixar   de expressar a gratidão por gestos
bem significativos.

36. E se ambos resolverem ir ao cinema? Escolha de preferên-
cia um velho filme ou uma sessão logo após o almoço e procure
sentar-se com ela em uma das últimas poltronas. A menos que
se vejam inesperadamente diante de uma obra-prima (coisa
bastante rara hoje em dia), não hesite em distrair a acompa-
nhante. Comece pondo-lhe a mão no braço, coloque-a em se-
guida entre as coxas cruzadas, obrigando-a, com um gesto sua-
ve, mas decidido, a descruz -las. Acaricie-lhe pacientemente
as coxas até que se sinta confiante para subir mais um pouco em
busca do tesouro misterioso. Cubra-a de beijos. Desabotoe uma
ou duas casas de sua blusa... Em pouco tempo a mão dela estar
em seu colo, tentando correr o zíper da calça, insinuando-se por
entre o cós da sunga ou da cueca (se é que você não teve a ótima
idéia de dispens -las nesse dia) para agarrar-lhe a piroca... o
filme lhes deixar   uma impressão inesquecível, embora a ver-
dadeira obra-prima esteja acontecendo no escurinho do cine-
ma, não sobre a tela.

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